Represa do Salto Grande perdeu metade do volume por assoreamento, dizem vereadores
Reunião em 2ª feira tratou de manejo de aguapés, educação ambiental e alternativas para reduzir custo de remoção

Represa do Salto Grande perdeu quase metade do volume, com profundidade média caindo de quase 20 m para 8–9 m.
A infestação de aguapés exige até 110 viagens diárias de caminhões para remoção; proposta de trituração na água reduziria o resíduo a 5% do volume atual.
A Comissão Especial de Estudos para Recuperação, Preservação e Utilização da Represa se reuniu na quarta (2) com João Carlos Pinto, presidente da ONG Associação Barco Escola da Natureza, e a coordenadora Suelen Passarini; participaram a vereadora Talitha De Nadai (PDT), presidente da comissão, e os vereadores Jacira Chávare (Republicanos), Lucas Leoncine (PSD) e Marcos Caetano (PL).
A ONG disse que a educação ambiental nas últimas duas décadas ajudou a erradicar o lixo sólido flutuante, como garrafas PET e pneus, do espelho d’água.
Representantes propuseram adaptar uma embarcação para triturar aguapés diretamente na água; o material é 95% água e decantaria, facilitando posterior dragagem e uso como adubo para mudas em APPs.
"A situação da Represa do Salto Grande é uma questão que precisa ser tratada com responsabilidade e prioridade", disse Talitha De Nadai, e ela anunciou que vai cobrar da CPFL ações de limpeza e acesso integral ao contrato de concessão da usina.
Os parlamentares definiram o envio de ofícios e requerimentos aos órgãos competentes e vão convidar especialistas acadêmicos para avaliar a viabilidade técnica da trituração.