Justiça

São Paulo acende alertas sobre mortes de motociclistas após liberação de mototáxi

Letreiros do prefeito Ricardo Nunes surgiram após decisão da Justiça Federal e o TJSP suspendeu credenciamento da Uber enquanto caso aguarda julgamento.

PRedação Política.SP19 de out. de 2026, 01h01· 2 acessos
São Paulo acende alertas sobre mortes de motociclistas após liberação de mototáxi
Reprodução: autoesporte.globo.com

Desde o fim de julho, letreiros luminosos na capital dizem: “Motociclista, cuidado! Só no ano passado, 475 pessoas morreram em acidentes de moto”.

Os avisos começaram horas depois da Justiça Federal liberar o serviço de mototáxi por aplicativos na cidade; a Prefeitura recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

O TJSP acolheu o recurso do prefeito Ricardo Nunes e suspendeu o credenciamento da Uber, mantendo de pé a proibição vigente desde 2023 até julgamento definitivo sobre a modalidade.

Uber e 99 defendem operar com mototáxis alegando que a motocicleta atende lacunas do transporte público e reduz exposição a assaltos para quem percorre mais de 1 km após desembarcar do ônibus.

O Brasil é o sexto maior produtor mundial de motocicletas; vendas de motos novas crescem em média 19% ao ano desde 2021, com 2,197 milhões vendidas em 2025 ante 1,99 milhão de automóveis.

As projeções para 2026 estimam 2,416 milhões de motos vendidas — alta de 10% sobre 2025 e 124% acima do nível pré-pandemia.

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) informa que mais de 60% dos acidentes automobilísticos fatais envolvem motociclistas.

Medidas de engenharia viária citadas incluem faixas exclusivas para motos em avenidas e áreas de recuo em semáforos, usadas para tentar reduzir conflitos e acidentes entre motos e carros.

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