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Superavit primário dos Estados e do DF cai 56,26% no 1º semestre de 2026

Resultado caiu de R$ 54,57 bilhões para R$ 23,87 bilhões; despesas correntes cresceram mais que receitas.

Redação POLITICA.SP20 de ago. de 2026 · 13h033 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Superavit primário dos Estados e do DF cai 56,26% no 1º semestre de 2026
Reprodução: www.poder360.com.br

Superavit primário dos Estados e do Distrito Federal caiu 56,26% no 1º semestre de 2026 ante o mesmo período de 2025.

O resultado primário, que inclui o impacto dos regimes próprios de previdência (RPPS), recuou de R$ 54,57 bilhões para R$ 23,87 bilhões; sem os RPPS, o saldo caiu de R$ 54,70 bilhões para R$ 22,54 bilhões (queda de 58,79%).

A receita corrente total dos governos estaduais subiu 8,08%, de R$ 687,34 bilhões para R$ 742,88 bilhões, enquanto as despesas correntes aumentaram 8,98%, de R$ 565,40 bilhões para R$ 616,18 bilhões.

O IPCA acumulado de janeiro a junho de 2026 foi de 3,4%, abaixo do crescimento das despesas correntes dos Estados.

Os regimes próprios de previdência pressionam as contas estaduais: São Paulo registrou déficit previdenciário de R$ 13,00 bilhões (9% da RCL); Rio de Janeiro, R$ 6,40 bilhões (12% da RCL); Minas Gerais, R$ 5,86 bilhões (10% da RCL); Rio Grande do Sul, R$ 4,49 bilhões (13% da RCL).

Rigidez orçamentária por Estado: no Rio Grande do Norte, previdência representa 36% das despesas liquidadas por função e 68% da receita total é comprometida com despesas de pessoal; no Rio Grande do Sul, previdência equivale a 26% das despesas por função.

Diferenças entre Estados no 1º semestre de 2026: na Paraíba, receitas subiram 13% e despesas correntes 20%; em Santa Catarina, receita +10% e despesas +15%; no Amapá, receita +9% e despesas +18%.

Obrigações financeiras pendentes (restos a pagar e despesas liquidadas não pagas) representavam 20% da receita total no Amapá, 14% em São Paulo e 10% no Rio Grande do Norte.

Resultado orçamentário caiu em alguns grandes Estados: no Paraná o superávit orçamentário caiu de R$ 6,73 bilhões para R$ 1,94 bilhão; em São Paulo, de R$ 19,75 bilhões para R$ 15,44 bilhões; no Rio de Janeiro, de R$ 6,80 bilhões para R$ 5,85 bilhões.

A redução do resultado primário indica menor folga fiscal dos Estados no 1º semestre de 2026, em cenário de despesas correntes crescendo acima das receitas.