Todo líder tem um martelo
Informação publicada por A Tribuna Sudoeste.

Recentemente, a União Europeia convidou o Canadá a se tornar seu primeiro “membro associado”. Há dois anos, a ideia soaria absurda. O Canadá sempre foi o aliado mais próximo dos Estados Unidos, com quase US$ 900 bilhões em comércio por ano entre os dois países. O que mudou no caminho não foi a geografia. Foi a liderança. E a lição vale para muito além da geopolítica. Todo líder tem um martelo: o comportamento que o levou ao topo e que, justamente por ter funcionado, passa a ser usado para tudo. O problema é que liderança é contingencial, e nenhum estilo é bom em si mesmo. Gosto de pensar em um “U” invertido: na dose certa e no contexto certo, um estilo é eficaz; em falta ou em excesso, deixa de funcionar. E há dois jeitos de cair da curva: exagerar a dose ou aplicá-la no contexto errado. O caso canadense tem os dois.
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