Três clubes da Série A protestam nas camisas contra proibição de bets
Flamengo, Fluminense e São Paulo exibiram mensagens; MP precisa de votação em 120 dias no Congresso para valer.

Três clubes da Série A exibiram mensagens de protesto nas camisas contra a proibição de publicidade de casas de apostas.
A medida provisória precisa ser votada pelo Congresso em 120 dias para se tornar definitiva.
Flamengo, Fluminense e São Paulo mostraram protestos nas últimas rodadas do Brasileirão; Flamengo usou a mesma mensagem em 8 de outubro contra o Santos e, junto com o Fluminense, repetiu no clássico de 11 de outubro, no Maracanã. Corinthians anunciou a Shopee como patrocinadora máster para as partidas restantes do Campeonato Brasileiro de 2026, após ação pontual com Jota.ai. Fluminense e São Paulo substituíram a Superbet pela Superscore; Betano e Superbet eram patrocinadoras máster de Flamengo e Fluminense. Botafogo estampou o programa de sócio-torcedor Camisa 7; Vasco promoveu o Sócio Gigante; Athletico-PR e Santos divulgaram programas institucionais (Santos também fechará com Agibank até o fim da temporada).
Sete clubes seguem sem patrocinador máster: Bahia, Chapecoense, Cruzeiro, Grêmio, Vitória, Palmeiras e Atlético-MG. O Internacional está sem patrocinador máster fixo desde a rescisão com a casa de apostas Alfabet, em janeiro de 2026, e estampou a Shopee nas últimas duas partidas. Remo exibe o Banpará e já teve logo da VaideBet; Coritiba não teve patrocínio de casa de apostas em 2026, mas já teve acordo com a Reals Bet; Red Bull Bragantino e Mirassol mantêm Red Bull e Guaraná Poty.
A campanha de protesto foi liderada pela ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) e pelo IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável); as entidades dizem que a proibição pode favorecer plataformas clandestinas e querem chamar atenção para os impactos da medida.
34% — participação das casas de apostas nas receitas de marketing dos 20 maiores clubes em 2025, segundo a consultoria Sports Value
R$ 3,2 bilhões — receitas de marketing dos clubes em 2025
R$ 1,1 bilhão — aproximadamente vindo de patrocínios de empresas de apostas
Flamengo e Fluminense exibiram a frase “Proibir não é proteger” nos uniformes no clássico do Maracanã; o Flamengo já havia estampado a mesma mensagem contra o Santos em 8 de outubro.
A Advocacia-Geral da União defende a manutenção da proibição e pediu que o STF ouça a Procuradoria-Geral da República e avalie audiência pública; ANJL e IBJR e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão já acionaram o Supremo (28 e 30 de setembro). O Flamengo entrou como amicus curiae em 30 de setembro em três ações sobre a regulamentação das bets.
O ministro Luiz Fux, relator das ações no STF, só deve analisar o caso depois do 2º turno das eleições, marcado para 25 de outubro.