Votar não deveria exigir heroísmo
Informação publicada por Gazeta de Ribeirão.

(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil) Comoveram as redes as imagens publicadas por Márcio Allemand, em que seu pai, coronel reformado da Polícia Militar, de 83 anos, é carregado em sua cadeira de rodas por dois netos e um amigo deles. O grupo vence as escadas íngremes e estreitas de um prédio de aparência precária, seu local de votação no segundo turno, em 25 de outubro. Ao fim do carrossel, o idoso exibe o comprovante de votação junto ao título de eleitor, como prêmio à sua determinação e à solidariedade de familiares e amigos. A cena traz uma pergunta incômoda, ausente da celebração: por que foi necessário tanto esforço para exercer um direito elementar cuja garantia é a principal razão de existir da Justiça Eleitoral? Quando histórias assim chegam à imprensa sobretudo como exemplos de civismo, o obstáculo ao voto passa a medir a virtude de quem conseguiu vencê-lo.
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