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Zema teve críticas, gafe e respostas evasivas no Jornal Nacional

Sabatina nesta segunda (24) abordou anistia a condenados, vacinação obrigatória, aumento salarial e dívida de Minas

Redação POLITICA.SP25 de ago. de 2026 · 10h022 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Zema teve críticas, gafe e respostas evasivas no Jornal Nacional
Reprodução: iclnoticias.com.br

Romeu Zema enfrentou críticas e cometeu gafe na sabatina do Jornal Nacional nesta segunda-feira (24).

A entrevista trouxe posições concretas sobre anistia a condenados, vacina obrigatória, privatizações e metas na educação.

Zema rejeitou classificar os ataques de 8 de janeiro de 2023 como tentativa de golpe e pediu revisão das punições aplicadas aos envolvidos.

“Não existe na história da humanidade uma tentativa de golpe que tenha sido um movimento de vandalismo como aquele que aconteceu em janeiro de 2023”, declarou.

O candidato defendeu anistia para os condenados e, se isso não for possível, apoio a novos julgamentos: “Eu darei anistia ou, no mínimo, um tribunal que não seja político, que seja judicial”.

Sobre a vacinação contra a Covid-19, Zema afirmou ser vacinado e acreditar na ciência, mas se posicionou contra a obrigatoriedade: “Ser obrigatório, transformar num crime, isso não é o que pode acontecer em um país democrático”.

Ao justificar o reajuste dos salários do governador, vice e secretários em Minas, Zema disse que aumentou a remuneração do governador de R$ 10,5 mil para R$ 41,8 mil para atrair profissionais, e afirmou doar seu salário a instituições filantrópicas, incluindo Apaes.

Zema admitiu crescimento da dívida de Minas e atribuiu o salto a juros: a dívida estava em aproximadamente R$ 88 bilhões em 2019 e chegou perto de R$ 180 bilhões em 2025.

Renata Vasconcellos citou que a dívida passou de 98% da arrecadação em 2019 para 137% em 2025; Zema respondeu listando pagamentos e resultados fiscais: “Eu assumi com um déficit de R$ 11 bilhões em 2018. Eu saí com superávit de R$ 5 bilhões”.

Zema defendeu amplo programa de privatizações, citando Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal como alvos.

Na educação, prometeu multiplicar por dez a quantidade de escolas públicas de tempo integral no país e disse: “O avanço que eu fiz em Minas, eu assumo o compromisso no Brasil. Ou seja, vai universalizar.”

Durante a sabatina, Zema protagonizou uma gafe ao falar de políticas para mulheres, dizendo “programas contra as mulheres”, trecho que viralizou nas redes sociais.