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Adiamento do ajuste fiscal aumenta custo e recai sobre os pobres

Especialistas defendem correção estrutural equivalente a 3% do PIB e priorizar cortes em privilégios antes de pedir sacrifício à população

Redação POLITICA.NEWS27 de set. de 2026 · 00h016 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Adiamento do ajuste fiscal aumenta custo e recai sobre os pobres
Reprodução: redir.folha.com.br

O Brasil tem adiado o ajuste fiscal, o que encarece a dívida e transfere o custo para os mais pobres.

O artigo propõe uma melhora estrutural da ordem de 3% do PIB ao longo dos próximos anos como objetivo do ajuste.

Quando o governo gasta mais do que arrecada, dívida e juros sobem, o crédito fica mais caro, empresas investem menos e a conta volta em inflação, impostos maiores ou serviços piores.

O adiamento se manifesta em crescimento de emendas parlamentares e “penduricalhos”, contingenciamento de investimentos e promessas de resolver o problema depois, segundo o texto.

O cenário externo — dívidas elevadas nas economias desenvolvidas — eleva o custo do capital e torna emergentes como o Brasil mais vulneráveis à alta de juros.

O autor defende começar o ajuste pelo topo: enfrentar privilégios como supersalários, subsídios sem objetivo e benefícios tributários não avaliados antes de pedir sacrifícios à população.

Políticas devem responder: quem recebe, quanto custa e qual resultado produz; o que funciona é preservado, o resto corrigido ou encerrado.

Proposta prática: apresentar um programa completo com prioridades e cronograma; formar maiorias no Congresso; aprovar um núcleo que assegure consistência fiscal; implementar mudanças com regras e prazos; publicar quanto se economizou e o que melhorou.