Apenas uma candidatura está ligada a um projeto de autocratização
O autor — professor da USP e membro do Observatório da SBPC — alerta que esse projeto busca retirar do Estado meios básicos de proteção.

Só uma candidatura nesta eleição integra um projeto global de autocratização que ameaça liberdades individuais, profissionais e econômicas.
O projeto pretende tirar do Estado meios para proteger a vida, a família e a propriedade e privatizar o futuro, criando um futuro oligárquico.
Autor: professor de direito constitucional da USP, doutor em direito e ciência política e membro do Observatório Pesquisa, Ciência e Liberdade - SBPC; texto publicado em 23.set.2026.
A Grande Ficha demora a cair: o autor lembra as tiras de Laerte em junho de 2013 e o grito de março de 2020 — "A Ficha caiu porraaaa!!!" — para mostrar nossa percepção tardia dos problemas.
O texto lista ameaças que pressionam a continuidade da democracia: desigualdade, crise climática, crime organizado, tensão militar, expansão do poder corporativo, apropriação privada do bem comum e definhamento de capacidades estatais.
Nenhuma candidatura, diz o autor, tem vocação ou capacidade para entregar um Brasil condizente com as promessas constitucionais ou para salvar a democracia dos múltiplos riscos existenciais; só uma está oficialmente inscrita no projeto de autocratização.
A institucionalidade pública, o servidor público imparcial, o jornalista, o cientista, o professor e o juiz íntegro aparecem como adversários desse projeto, que renuncia à soberania territorial, financeira, tecnológica, alimentar, mineral e ambiental.