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Autor diz que 'os porcos' misturam fé e política e ameaçam laicidade

Colunista lembra orações no Planalto em 2022, avanço de atitudes religiosas na política e pede investigação sobre ataques a imagens religiosas

Redação POLITICA.NEWS2 de out. de 2026 · 10h340 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Autor diz que 'os porcos' misturam fé e política e ameaçam laicidade
Reprodução: redir.folha.com.br

O sociólogo e autor de “Uma Gota de Sangue: História do Pensamento Racial” alerta que grupos que ele chama de “porcos” misturam fé com política e ameaçam a laicidade do Estado.

Ele cita que as sessões de oração promovidas por Michelle Bolsonaro no Planalto em 2022 foram o início desse movimento de instrumentalização religiosa.

O colunista lembra que o Brasil tornou‑se Estado laico em 1890 e que a Constituição de 1988 consagra a proibição de alianças entre Estado e igrejas (artigo 19) e o livre exercício da crença religiosa (artigo 5).

Cita exemplos internacionais — Cabul, Teerã, Jerusalém e a Washington de Trump — para mostrar a infiltração da fé na política e lembra a guerra religiosa na França que durou 36 anos e matou cerca de 3 milhões de pessoas.

Afirma que igrejas receberam amplas isenções tributárias e que bispos transformaram púlpitos subsidiados em palanques eleitorais.

Denuncia que a campanha petista viralizou uma notícia desmentida sobre um suposto chute em imagem religiosa ocorrido há 31 anos, enquanto Lula diz não saber se a notícia falsa é verdadeira e encena indignação.

Menciona que André Mendonça pediu censura judicial e que Flávio Dino pediu respeito à liberdade de expressão; Lula sugeriu que a Polícia Federal investigue indícios de ataques a imagens religiosas.

36 anos — duração da guerra entre católicos e huguenotes na França

~3 milhões — mortos nesse conflito

1598 — Edito de Nantes citado como fim do conflito religioso

1890 — ano em que o Brasil se tornou Estado laico

1988 — Constituição que inscreve artigos 19 e 5