CDH apresenta nesta quarta, às 10h, dados sobre violência contra mulheres com deficiência
Levantamento do DataSenado e do Observatório da Mulher mostra maior incidência e detalha perfis de agressão; audiência na Comissão de Direitos Humanos é pública.

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado apresenta nesta quarta (23), às 10h, levantamento do DataSenado com o Observatório da Mulher contra a Violência sobre violência contra mulheres com deficiência.
O estudo revela que mais de 4,4 milhões de brasileiras com deficiência já sofreram violência doméstica ou familiar por um homem — 38% desse grupo, ante 25% entre mulheres sem deficiência.
Entre as mulheres com deficiência que já sofreram violência doméstica ou familiar, 36% tinham até 19 anos na primeira agressão e 24% tinham entre 20 e 29 anos; seis em cada dez sofreram a primeira agressão antes dos 30 anos.
Nos episódios considerados mais graves, 65% dos agressores eram maridos ou companheiros; as formas mais frequentes relatadas foram psicológica (88%), moral (82%) e física (80%).
A inclusão da autoidentificação de mulheres com deficiência na 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher ampliou o escopo analítico, disse a vice‑presidente da CDH, senadora Mara Gabrilli (PSD‑SP), que sugeriu a audiência (REQ 128/2026 - CDH).
Os resultados são divulgados por ocasião do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, e passam a integrar o Mapa Nacional da Violência de Gênero.
Presenças confirmadas na audiência: Talita Santos de Oliveira (assistente social do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal); Rosana Lago (presidente da Frente Nacional das Mulheres com Deficiência); Rosana de Sant’Ana Pierucetti (presidente da Associação Recomeçar); Luciana Viegas (ativista autista e professora da rede estadual de São Paulo); Regina Célia Almeida Silva Barbosa (co‑fundadora e vice‑presidente do Instituto Maria da Penha).
O evento é interativo: qualquer pessoa pode enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania; mensagens podem ser lidas e respondidas ao vivo pelos senadores e debatedores.
O Senado oferece declaração de participação, aproveitável como atividade complementar em curso universitário; pelo Portal e‑Cidadania também é possível opinar sobre projetos e sugerir novas leis.