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CDH apresenta nesta quarta, às 10h, dados sobre violência contra mulheres com deficiência

Levantamento do DataSenado e do Observatório da Mulher mostra maior incidência e detalha perfis de agressão; audiência na Comissão de Direitos Humanos é pública.

Redação POLITICA.NEWS22 de set. de 2026 · 11h030 acessos📲 Enviar no WhatsApp
CDH apresenta nesta quarta, às 10h, dados sobre violência contra mulheres com deficiência
Reprodução: www12.senado.leg.br

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado apresenta nesta quarta (23), às 10h, levantamento do DataSenado com o Observatório da Mulher contra a Violência sobre violência contra mulheres com deficiência.

O estudo revela que mais de 4,4 milhões de brasileiras com deficiência já sofreram violência doméstica ou familiar por um homem — 38% desse grupo, ante 25% entre mulheres sem deficiência.

Entre as mulheres com deficiência que já sofreram violência doméstica ou familiar, 36% tinham até 19 anos na primeira agressão e 24% tinham entre 20 e 29 anos; seis em cada dez sofreram a primeira agressão antes dos 30 anos.

Nos episódios considerados mais graves, 65% dos agressores eram maridos ou companheiros; as formas mais frequentes relatadas foram psicológica (88%), moral (82%) e física (80%).

A inclusão da autoidentificação de mulheres com deficiência na 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher ampliou o escopo analítico, disse a vice‑presidente da CDH, senadora Mara Gabrilli (PSD‑SP), que sugeriu a audiência (REQ 128/2026 - CDH).

Os resultados são divulgados por ocasião do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, e passam a integrar o Mapa Nacional da Violência de Gênero.

Presenças confirmadas na audiência: Talita Santos de Oliveira (assistente social do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal); Rosana Lago (presidente da Frente Nacional das Mulheres com Deficiência); Rosana de Sant’Ana Pierucetti (presidente da Associação Recomeçar); Luciana Viegas (ativista autista e professora da rede estadual de São Paulo); Regina Célia Almeida Silva Barbosa (co‑fundadora e vice‑presidente do Instituto Maria da Penha).

O evento é interativo: qualquer pessoa pode enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania; mensagens podem ser lidas e respondidas ao vivo pelos senadores e debatedores.

O Senado oferece declaração de participação, aproveitável como atividade complementar em curso universitário; pelo Portal e‑Cidadania também é possível opinar sobre projetos e sugerir novas leis.