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Décio Freire: banca empresarial precisa de departamentos tão especializados quanto boutiques

O sócio fundador afirma que equipes internas por área aumentam eficiência e cita pressões da IA e da reforma tributária

Redação POLITICA.NEWS23 de set. de 2026 · 11h053 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Décio Freire: banca empresarial precisa de departamentos tão especializados quanto boutiques
Reprodução: conjur.com.br

Décio Freire diz que uma banca empresarial deve ter departamentos tão especializados quanto escritórios boutique em cada área.

O escritório Décio Freire Advogados, fundado há 34 anos, tem 11 unidades e 21 departamentos que, segundo o fundador, se equiparam a escritórios exclusivos por ramo.

“Meu departamento de Direito Ambiental é tão especializado como qualquer escritório exclusivamente ambiental”, afirmou Décio Freire, citando exemplos também no Direito Penal.

Ele defende que a interação entre essas áreas internas traz “um enorme ganho de eficiência” para os clientes.

Freire avalia que pequenos escritórios sofrerão com o avanço da inteligência artificial e com os efeitos da Reforma Tributária, que “atinge fortemente” sociedades de advogados e causa insegurança por ter sido mal discutida.

O advogado critica a omissão do Estado em temas como aprovação do Orçamento a toque de caixa, altas taxas de homicídio, aumento de empresas em recuperação judicial e endividamento de famílias e do agronegócio.

Ao mesmo tempo, diz que o Estado é plenamente atuante na área tributária, com “criatividade e eficiência nunca vistas” para criar tributos e “uma fiscalização absurda”.

Segundo Freire, muitos clientes pensam em se mudar para Paraguai e Uruguai, que oferecem maior segurança jurídica para investimentos brasileiros.

Sobre o Judiciário, ele afirma que a Justiça pode enfrentar abusos do Estado, mas vê, em parte dos julgamentos, “falta de sensibilidade para a nossa situação real brasileira”.

Freire critica a Justiça do Trabalho por não aplicar dispositivos da Reforma Trabalhista, o que, na visão dele, gerou muitas reclamações constitucionais no Supremo Tribunal Federal.

“O Estado realmente precisa de um freio de arrumação”, concluiu Décio Freire.