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Eleições 2026: a disputa entre direita e esquerda nas redes sociais

Estratégias divergentes marcam a corrida eleitoral que se aproxima.

Redação POLITICA.NEWS2 de ago. de 2026 · 14h50📲 Enviar no WhatsApp
Eleições 2026: a disputa entre direita e esquerda nas redes sociais
Reprodução: infomoney.com.br

Com as eleições presidenciais de 2026 se aproximando, a direita e a esquerda já demonstram que vão encarar a disputa com táticas bem diferentes, principalmente nas redes sociais. Enquanto a direita se concentra em temas que despertam forte emoção, a esquerda busca debates mais amplos sobre economia e questões sociais, mas esbarra em dificuldades para engajar o eleitorado. Essa análise foi apresentada por Renato Dolci, cientista de dados, e João Paulo Machado, analista de política, no programa "Mapa de Risco" do InfoMoney, na última sexta-feira (17).

Dolci destacou que a direita tem mais domínio na comunicação digital. Segundo ele, "a direita entende melhor as regras das redes sociais, utilizando uma linguagem que engaja mais". Ele chama isso de ‘coreografia do digital’, onde o conteúdo é produzido de forma a gerar participação e discussões em torno de temas culturais e identitários, que costumam atrair um público maior.

Por outro lado, a esquerda busca abordar uma gama mais ampla de temas, mas isso acaba dificultando a agilidade nas redes sociais. "A esquerda tende a despender mais tempo explicando conceitos, como soberania e democracia. Essa profundidade acaba perdendo terreno em um espaço que valoriza a rapidez na comunicação", acrescentou Dolci. Segundo sua análise, na última eleição, foram abordados 476 temas pela esquerda, enquanto a direita focou apenas em 68, evidenciando essa diferença de abordagem.

João Paulo Machado também ressaltou a importância das campanhas tradicionais, especialmente em um país com a extensão do Brasil. "Os eleitores ainda se preocupam com questões locais, como infraestrutura e serviços públicos. Assim, campanhas em TV, rádio e visitas diretas aos municípios continuam sendo essenciais".

As campanhas eleitorais atuais também estão disputando a identificação do eleitor. A direita se fortaleceu com um discurso antissistema, mas Lula, mesmo sendo o presidente, tenta também ocupar esse espaço, fazendo críticas a bancos e grandes fortunas, como uma forma de mostrar que continua lutando contra os poderosos.

De acordo com Dolci, a eleição não aborda apenas programas de governo, mas também disputa a forma como as pessoas enxergam o mundo. "Desde 2018, essa competição é mais sobre valores e identificação do que sobre propostas concretas".

Os especialistas concordam que essa divisão de linguagem vai se manter na campanha de 2026, com a direita focando em mensagens rápidas e confrontos, enquanto a esquerda tentará engajar o eleitor com narrativas que contextualizem pautas econômicas e sociais.

Com informações de infomoney.com.br · matéria original