Folha lança monitor que mostra destino de emendas parlamentares
Ferramenta traz empenhado, pago, cidades, beneficiários e percentual de emendas Pix; dados vão de 2023 a 3.set.2026

A Folha lançou nesta sexta (11.set.2026) uma ferramenta interativa que detalha o destino das emendas parlamentares individuais.
O monitor compila dados desde 2023 sobre 513 deputados federais, 81 senadores e seus suplentes, com movimentos registrados até 3 de setembro de 2026.
A ferramenta exibe valores empenhados e pagos, cidades, áreas e destinatários beneficiados por cada parlamentar, além do percentual de emendas Pix de cada um.
Os dados usados vêm da plataforma Siga Brasil e do Prodasen, unidades técnicas do Senado responsáveis pela base consultada.
Emendas individuais são impositivas; há quatro tipos de emenda: individuais, de bancada, de comissões permanentes e do relator.
As emendas Pix, criadas em 2019, permitem repasses diretos a prefeituras e estados sem convênio ou identificação do projeto; sua execução também é obrigatória.
A Constituição de 1988 prevê emendas, que se tornaram impositivas com a Emenda Constitucional nº 86 (2015); outras emendas constitucionais que mudaram o regime foram as de números 100, 105 (2019) e 126 (2022).
A EC 100 (2019) obrigou o Executivo a pagar emendas de bancadas estaduais; a EC 105 (2019) criou as emendas Pix; a EC 126 (2022) elevou o teto das emendas individuais de 1,2% para 2% da receita corrente líquida.
Há restrição legal à liberação de emendas no chamado defeso eleitoral — os três meses que antecedem eleições — com exceções para pagamento de obras e serviços em andamento.
R$ 307 bilhões — empenhados em emendas de 2015 a 2026
R$ 58 bilhões — valor que seria se o aumento acompanhasse apenas a inflação
R$ 249 bilhões — aumento efetivo de 2015 a 2026
R$ 61 bilhões — previsto na Lei Orçamentária de 2026 para emendas parlamentares
R$ 37,8 bilhões — emendas impositivas em 2026 (R$ 26,6 bi individuais; R$ 11,2 bi para bancadas)
R$ 12,1 bilhões — emendas de comissão previstas em 2026