GPS Partidário 2026 posiciona 29 partidos pela prática política
Lançado em 6.set.2026, o estudo usa cinco medidas para transformar comportamento em distância entre siglas.

Lançado em 6.set.2026 o GPS Partidário 2026 posiciona 29 partidos da esquerda à direita pela prática política.
Ele usa cinco medidas — votações, frentes parlamentares, coligações, mudanças partidárias e doações eleitorais — para medir proximidade entre siglas.
Foram analisadas 1.097 votações, 320 frentes, 11,2 mil trocas de sigla, 15,6 mil coligações e 1,1 milhão de doadores; o PCO ficou fora por falta de registros; o estudo cobre 29 das 30 siglas em atividade.
A metodologia está na sua terceira edição, foi adaptada para o ciclo atual e redefiniu o corte entre esquerda e direita com base em levantamento acadêmico.
No plenário, a análise considera 1.097 votações nominais realizadas de janeiro de 2023 a julho de 2026 e inclui 565 deputados com participação acima de 10%.
A reordenação dos votos revela três blocos: 121 deputados (PT, PSOL, PCdoB, PSB), 302 do centrão (União, PSD, Republicanos, MDB, PP) e 142 — em sua maioria PL e Novo.
Exemplo prático: Nikolas Ferreira (PL-MG) votou a favor da urgência da anistia; empilhados, os registros de votação somam 620 mil quadrados na tabela usada pelo estudo.
A escala vai de 0 (mais à esquerda) a 100 (mais à direita): o meio da bancada do PT fica em 7, do MDB em 33, do PL em 68 e do Novo em 78 — nas votações desta legislatura o MDB ficou mais perto do PT que do PL.
Nas 1.097 votações analisadas, 91,5% dos votos seguiram a orientação do líder partidário; comparações com legislaturas anteriores mostram que o centrão se aproximou mais da esquerda nas votações em 2026.
Nas 320 frentes parlamentares, Contra o Aborto e CACs reúnem PL e Novo; as frentes Ambientalista e de LGBTI+ concentram PV e Rede.
1.097 — votações nominais analisadas (jan/2023 a jul/2026)
320 — frentes parlamentares consideradas
11.200 — trocas de sigla analisadas
15.600 — coligações analisadas
1.100.000 — doadores considerados
29 — siglas cobertas (de 30 em atividade)
A metodologia do GPS fundamenta as cores usadas para agrupar partidos nas análises e permite comparar a proximidade entre siglas a cada eleição.