MPF e UFS definem prazos para evitar perda de acervos e criar museu em Sergipe
Encontro em Aracaju estabeleceu cronograma com metas até outubro e negociação por imóvel da Funasa para o Museu de Ciências Naturais

O MPF reuniu-se em Aracaju, nesta terça (22), com a reitoria e docentes da UFS para acompanhar reservas técnicas e estratégias de preservação do patrimônio científico e criação de um museu público.
A Rede de Coleções Biológicas terá até 5 de outubro para entregar uma planilha com necessidades urgentes; a Reitoria fará reunião interna em 7 de outubro e a UFS promete repassar documentação e minutas das tratativas ao MPF até o final do ano.
O encontro, conduzido pelo procurador da República Ígor Miranda na sede do MPF em Aracaju, detalhou limitações de espaço, falta de padronização nos inventários e risco de deterioração de espécimes, citando a coleção de mastozoologia como exemplo.
O reitor André Maurício Conceição de Souza informou negociações com o governo federal para cessão de um prédio da Funasa, próximo à universidade, para abrigar o Museu de Ciências Naturais de Sergipe; se a cessão falhar, a UFS estruturará reservas e espaços expositivos em seus campi.
O MPF apresentou regras do seu edital permanente para destinação de bens e valores de acordos extrajudiciais como fonte complementar; a UFS também avaliará emendas parlamentares e obrigações de compensação ambiental.
O procedimento do MPF abrange ainda fiscalização e melhoria de estruturas no interior: Museu Arqueológico de Xingó (MAX), em Canindé de São Francisco, além de instalações em Laranjeiras e São Cristóvão.
"A atuação busca contribuir para a construção de soluções capazes de assegurar a preservação, segurança e acessibilidade dos acervos", disse o procurador Ígor Miranda, durante o encontro.