Prova-piloto do Censo da População em Situação de Rua começa em Goiânia
Ministério da Igualdade Racial testa instrumentos em quatro capitais para aperfeiçoar metodologia do censo nacional de 2028.

O Ministério da Igualdade Racial acompanhou em Goiânia a primeira etapa da prova-piloto do Censo Nacional da População em Situação de Rua.
O objetivo é produzir uma base estatística nacional, padronizada e comparável sobre essa população, que subsidiará indicadores e políticas públicas ligados à igualdade étnico-racial.
A equipe da Secretaria de Gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Senapir) testou instrumentos de coleta e procedimentos de campo voltados às especificidades dessa população.
Os testes ocorreram nas capitais Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC), Manaus (AM) e Salvador (BA).
O levantamento buscará reunir informações demográficas e socioeconômicas; a metodologia do censo será conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Informações da plataforma HUB da Igualdade Racial permitem observar a composição racial da população em situação de rua a partir de registros administrativos e pesquisas existentes.
Dados sistematizados pelo Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua/POLOS-UFMG, a partir do Cadastro Único, registraram 365.809 pessoas em situação de rua em dezembro de 2025.
365.809 — total registrado em dezembro de 2025
70,58% — pessoas negras (pretas e pardas)
28,40% — pessoas brancas
0,58% — pessoas indígenas
A população em situação de rua está incluída no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 18 – Igualdade Étnico-Racial, e o censo informará acompanhamento de indicadores relacionados ao acesso a serviços e políticas.
O próximo passo é realizar o Censo Nacional da População em Situação de Rua, previsto para 2028 e conduzido pelo IBGE.