Sessão do STF em 15.set expôs desgaste da corte e crise de legitimidade
Ministros trocaram argumentação por confrontos; Cármen Lúcia reconheceu omissão e falou em “mal‑estar cívico”.

O julgamento de terça (15) mostrou que, para parte do Supremo, valem mais as conveniências dos magistrados do que o mérito das causas.
Essa postura abriu crise de legitimidade: o texto diz que julgados podem ficar “à deriva” diante de um tribunal transformado em arena de atritos pessoais.
Na sessão houve repúdio generalizado às manobras e grosserias atribuídas aos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.
A ministra Cármen Lúcia permaneceu em silêncio durante a sessão e, ao fim do dia, reconheceu a própria omissão e diagnosticou o “mal‑estar cívico” que afeta a nação.
O editorial avalia que o espetáculo de desacato aos pares e à sociedade torna inúteis propostas de reforma enquanto prevalecer desrespeito a regras e normas de conduta.