SUS é apresentado na ONU e no México como referência em políticas de saúde
Ministério da Saúde levou experiências em menopausa, doenças raras, HIV/aids e produção regional de medicamentos durante agendas entre 23 e 25 de setembro

O Ministério da Saúde apresentou o SUS nesta semana na Semana de Alto Nível da 81ª Assembleia Geral da ONU e em agenda na Cidade do México.
A programação em Nova York ocorreu na quarta-feira (23) e segue até sexta-feira (25), com debates sobre desafios da saúde global e cooperação internacional.
O secretário-executivo Adriano Massuda expôs, em eventos paralelos à Assembleia Geral em Nova York, ações do SUS na integração do cuidado à menopausa à Atenção Primária à Saúde (APS), na atenção a doenças raras, na resposta ao HIV/aids e nos cuidados de pré-natal.
No debate sobre menopausa, Massuda afirmou que a APS é a porta de entrada do SUS e permite acompanhamento contínuo das mulheres nos territórios, articulando promoção, prevenção, atenção clínica e encaminhamentos.
Massuda disse que ampliar o cuidado exige reconhecer diferenças individuais na vivência da menopausa e integrar orientação sobre hábitos, saúde mental, autocuidado e tratamentos, com participação das próprias mulheres e articulação entre Ministério, estados, municípios, instituições de ensino e sociedades científicas.
Em encontro da Rare Diseases International, Massuda defendeu incluir pessoas com doenças raras nas estratégias de cobertura universal, garantindo diagnóstico oportuno, cuidado contínuo e acesso equitativo a tecnologias e tratamentos.
O Brasil tem Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras desde 2014 e uma rede especializada com 60 serviços habilitados para atenção e acompanhamento.
O SUS também destacou investimento em diagnóstico precoce e de precisão, citando o Programa Nacional de Triagem Neonatal e a implementação do Sequenciamento Completo do Exoma na rede pública.
Em debate do UNAIDS, o Ministério defendeu ampliar o acesso a medicamentos e fortalecer a produção regional de tecnologias de saúde, citando a oferta universal e gratuita de medicamentos no SUS como experiência brasileira na resposta ao HIV/aids.
Na Cidade do México, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, afirmou que Brasil e México podem transformar conhecimento em inovação, reforçar soberania local e abastecer o mercado global por meio de cooperação em pesquisa, produção e tecnologia.
De Negri criticou a dependência de mercados que apenas consomem produtos caros e apontou que o envelhecimento populacional e a pandemia evidenciam urgência em impulsionar a produção nacional para garantir acesso contínuo a tratamentos.
A discussão internacional sobre doenças raras chega após a aprovação, em 2025, da primeira resolução da Assembleia Mundial da Saúde dedicada ao tema, que determinou a elaboração de um plano de ação global para dez anos.