Justiça

TRF1 mantém Justiça Federal para ação sobre pulverização de agrotóxicos no Planalto Santareno

12ª Turma reformou decisão de primeira instância e devolveu o processo à 2ª Vara Federal de Santarém para analisar pedidos urgentes do MPF

PRedação Política.NEWS21 de set. de 2026, 15h33· 13 acessos
TRF1 mantém Justiça Federal para ação sobre pulverização de agrotóxicos no Planalto Santareno
Reprodução: www.mpf.mp.br

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) confirmou, por unanimidade, competência da Justiça Federal para julgar ação do MPF sobre pulverização terrestre de agrotóxicos no Planalto Santareno (PA).

Com a decisão da 12ª Turma, tomada na última quinta-feira (17), o processo retorna à 2ª Vara Federal de Santarém para análise imediata dos pedidos de urgência do MPF.

O Ministério Público Federal propôs a ação civil pública contra a União, o Estado do Pará, o município de Santarém e a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) para obrigá‑los a elaborar e executar um plano emergencial de prevenção e mitigação socioambiental.

O MPF pede medidas de contenção da pulverização, monitoramento da saúde de moradores, implementação de plano de recuperação de áreas degradadas (Prad) e pagamento de indenizações por danos coletivos.

No recurso, o MPF argumentou que sua atuação como autor fixa a competência da Justiça Federal conforme a Constituição e a jurisprudência do STJ, e que a União deve permanecer no polo passivo por suas atribuições normativas sobre agrotóxicos e deveres de proteção à saúde indígena exercidos pela Sesai.

O TRF1 acolheu os argumentos do MPF e afirmou que, mesmo se a União fosse excluída, a presença do MPF e a tutela de direitos indígenas atraem a competência federal para julgar a ação.

O recurso foi registrado como Agravo de Instrumento nº 1035639-23.2025.4.01.0000; a ação civil pública tramita sob o nº 1017043-22.2025.4.01.3902.

A decisão aponta que a pulverização ameaça a saúde, os recursos hídricos e a sobrevivência física e cultural de povos indígenas, quilombos e comunidades tradicionais do Planalto Santareno, e ordena o prosseguimento da análise dos pedidos urgentes na Justiça Federal.

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