Tribunal do júri tinha mais de 200 mil ações penais pendentes no 1º semestre de 2026
Levantamento do Mapa Nacional do Tribunal do Júri mostrou tempo médio de 5 anos e 4 meses até a primeira sessão e 2.107 prescrições só em 2026.

Mais de 200 mil ações penais de competência do tribunal do júri aguardavam julgamento no país ao final do primeiro semestre de 2026.
O atraso já provocou 2.107 prescrições em 2026 e a primeira sessão do júri ocorre, em média, cinco anos e quatro meses após o crime.
Os dados foram apresentados pelo ministro Edson Fachin, presidente do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, na abertura do Encontro Nacional de Magistrados e Servidores que atuam em Varas do Tribunal do Júri, em 22/9, na sede do CNJ, em Brasília.
O levantamento integra o Mapa Nacional do Tribunal do Júri, desenvolvido a partir da Base Nacional de Dados do Poder Judiciário (DataJud), e mostra que mais de 43 mil processos tramitam há pelo menos 11 anos e 18 mil superam 15 anos de duração.
Apesar do elevado acervo, as unidades judiciárias realizaram 12 mil sessões plenárias e mais de 43 mil julgamentos no âmbito do júri somente em 2026.
"O problema é o fator tempo, que o mapa nos obriga a encarar", afirmou Fachin ao apresentar o levantamento.
Mais de 200.000 — ações penais pendentes ao fim do 1º semestre de 2026
Mais de 43.000 — processos com pelo menos 11 anos de tramitação
18.000 — processos com mais de 15 anos de tramitação
2.107 — processos extintos por prescrição em 2026
12.000 — sessões plenárias realizadas em 2026
Mais de 43.000 — julgamentos no âmbito do júri em 2026
Fachin disse que o mapa deve servir para transformar o diagnóstico em política pública e evitar que a resposta da Justiça dependa da comarca onde o processo tramita.
O próximo passo é usar o Mapa Nacional do Tribunal do Júri para subsidiar políticas públicas destinadas a reduzir a demora na tramitação dos processos.