Taxa média de recusa familiar à doação de órgãos é 45%
No Brasil, 4.200 famílias recusaram autorizar doações em 2025; AMIB treinou 2.534 profissionais entre set/2025 e ago/2026.

A taxa média de recusa familiar para doação de órgãos no Brasil é de 45%.
A recusa representou 4.200 negativas entre 15.940 potenciais doadores registrados em 2025, e o país teve 4.335 doadores efetivos no ano.
A AMIB capacitou 2.534 profissionais de saúde entre setembro de 2025 e agosto de 2026, superando em 25% a meta inicial de 2.000 participantes.
Entre os 2.534 capacitados estão 933 médicos, dos quais 473 receberam treinamento específico para determinação de morte encefálica; o restante inclui enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, administrativos, farmacêuticos, odontólogos, biólogos, um nutricionista e um pedagogo.
Foram realizados 73 cursos em 23 módulos, com atividades em 25 estados; ainda há oito treinamentos previstos, incluindo sessões neste mês em Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC).
As áreas de treinamento abrangeram identificação de potenciais doadores, determinação de morte encefálica, manutenção clínica do potencial doador, Gerenciamento no processo de Doação e Transplante (GPDT) e Comunicação em Situações Críticas (CSC).
Dificuldades que levam à recusa incluem incompreensão do diagnóstico de morte encefálica, crenças religiosas, receio de alteração do corpo, desconfiança no processo e desconhecimento da vontade manifestada em vida pelo potencial doador.
“Atingir mais de 2,5 mil profissionais capacitados mostra que estamos conseguindo levar conhecimento técnico para quem está na linha de frente”, afirmou Cristiano Franke, presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, sobre a capacitação.
15.940 — potenciais doadores registrados em 2025
4.335 — doadores efetivos em 2025
4.200 — famílias que não autorizaram doação em 2025
45% — taxa média de recusa familiar
2.534 — profissionais capacitados entre set/2025 e ago/2026
933 — médicos capacitados
473 — médicos treinados em determinação de morte encefálica
73 — cursos realizados
25 — estados com atividades
8 — treinamentos ainda previstos
20,3 — doadores efetivos por milhão de habitantes em 2025 (19,2 em 2024)
O próximo passo é concluir os oito treinamentos restantes até o fim do projeto, com as próximas turmas previstas em Fortaleza e Florianópolis neste mês.