UFSC receberá R$4,995 milhões para criar Observatório da Economia Espacial
Projeto coordenado por Eduardo Augusto Bezerra terá execução em 26 meses e abriu seleção para 41 bolsas até 30/09/2026.

UFSC receberá R$4.995.313,60 da Fapesc para criar o Observatório da Economia Espacial Catarinense (OESC).
A execução do projeto está prevista para 26 meses; ele foi selecionado no Edital de Chamada Pública Fapesc nº 27/2026, com resultado final divulgado em 3 de setembro.
O projeto, coordenado pelo professor Eduardo Augusto Bezerra do Laboratório de Pesquisa em Sistemas Espaciais (SpaceLab/UFSC), prevê reunir permanentemente informações sobre empresas, universidades, pesquisas, tecnologias e profissionais ligados à nova economia espacial.
O OESC será instalado junto à Estação Terrena de Satélites e ao Hub de Inovação do SpaceLab, em Florianópolis, e envolve universidades, centros de pesquisa, empresas, startups, fornecedores da cadeia produtiva e órgãos públicos.
O objetivo é organizar conhecimentos e infraestrutura espalhados por Santa Catarina para apoiar pesquisas, investimentos, políticas públicas e novos negócios.
O projeto identifica competências catarinenses em sistemas espaciais, telecomunicações, inteligência artificial, ciência de dados, microeletrônica, automação, manufatura avançada, instrumentação científica, energia e oceanografia, e visa conectar essas capacidades.
Entre os produtos previstos estão o Atlas da Economia Espacial Catarinense, uma plataforma digital pública com dados e indicadores, um Censo Estadual do Setor Espacial, um plano estratégico de curto, médio e longo prazo e uma carteira de projetos prioritários, além de relatórios de inteligência, estudos aplicados e provas de conceito.
O SpaceLab abriu seleção para 41 bolsistas; inscrições de 23 de setembro a 30 de setembro de 2026, até 23h59, com requisitos de residência em Santa Catarina e critérios específicos por vaga.
As bolsas são: 20 de Iniciação Científica a R$984,82 mensais; 10 de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI-B) a R$3.900 mensais; e 11 DTI-A a R$5.200 mensais, com duração inicial de até 12 meses e dedicação de 30 horas semanais.
O observatório trabalhará aplicações espaciais para agricultura de precisão, monitoramento ambiental, acompanhamento de desastres naturais, apoio à Defesa Civil, gestão de recursos hídricos, logística, telecomunicações, inclusão digital e economia do mar.
O projeto contempla upstream (desenvolvimento de satélites, componentes, materiais e sistemas de lançamento) e downstream (aplicações, serviços e negócios baseados em dados e tecnologias espaciais).
Interessados devem consultar o edital do processo seletivo antes de se inscrever; prazo final de inscrição é 30 de setembro de 2026.