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3.000 entidades pedem que STF analise em sessão pública a crise na Corte

Assinantes representam cerca de 90% do PIB; manifesto foi divulgado em 8.set.2026 e tem site para adesões públicas

Redação POLITICA.SP8 de set. de 2026 · 22h014 acessos📲 Enviar no WhatsApp
3.000 entidades pedem que STF analise em sessão pública a crise na Corte
Reprodução: www.poder360.com.br

Cerca de 3.000 entidades pediram que o plenário do STF examine em sessão pública os fatos sobre a crise na Corte.

As entidades representam cerca de 90% do PIB e abriram um site para que cidadãos também assinem o manifesto.

O manifesto foi divulgado nesta terça (8.set.2026) e exige decisão urgente e "sem corporativismo".

Entre as signatárias estão CACB (Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil), CNC (Confederação Nacional do Comércio), CNI (Confederação Nacional da Indústria), Fiesp, Facesp e FecomercioSP.

"O Brasil atravessa uma crise institucional de extrema gravidade, e o seu epicentro é, precisamente, a Corte de Justiça", afirmou o manifesto, pedindo que a autoridade do tribunal decorra de "imparcialidade, transparência e exemplaridade".

A crise no STF começou com a divulgação de relação entre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes; o procurador-geral André Mendonça retirou o sigilo das investigações em 1º de setembro e expôs mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, deu prazo até 11 de setembro para manifestações de Mendonça, de Moraes, do procurador-geral Paulo Gonet e do então diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues; o prazo de cinco dias úteis a partir de 3 de setembro coloca a análise após 14 de setembro.

Em outro desdobramento, Moraes incluiu Mendonça no inquérito das fake news em 3 de setembro; Fachin tirou Mendonça do inquérito em 4 de setembro e deu cinco dias úteis a Paulo Gonet para se manifestar, prazo que adia possível ida ao plenário para depois de 22 de setembro.

3.000 — número de entidades signatárias

90% — participação aproximada do PIB representada pelas entidades

8.set.2026 — data da divulgação do manifesto

1º, 3 e 4 de setembro — datas de desdobramentos citados no documento

Fachin fixou prazos de manifestação e as duas séries de decisões só devem ir ao plenário depois de 14 e 22 de setembro, respectivamente.