55% da indústria de Campinas vê revisão fiscal como maior risco
Pesquisa de setembro do Ciesp‑Campinas aponta preocupações para os próximos 12 a 24 meses e piora de lucratividade.

55% das indústrias associadas à Sondagem Industrial de setembro do Ciesp — Regional Campinas indicaram revisões na política tributária e fiscal como principal preocupação.
O receio vale para os próximos 12 a 24 meses e inclui mudanças em alíquotas, reformas na arrecadação e ajustes no ambiente fiscal.
Na mesma sondagem, 18% das empresas apontaram riscos em governabilidade e estabilidade institucional, 18% citaram impactos de ciclos eleitorais e volatilidade de mercado, 0% indicaram atualizações e eficiência regulatória, e 9% não assinalaram impacto ou risco.
O diretor do Ciesp‑Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, afirmou que produção e capacidade utilizada melhoraram na margem em setembro, mas lucratividade e apetite por investimentos pioraram, com custos em alta e inadimplência crescendo.
O diretor do Departamento de Comércio Exterior do Ciesp‑Campinas, Anselmo Riso, disse que, no acumulado até agosto, importações cresceram 1,59% e exportações 4,97%.
Em agosto de 2026, exportações regionais somaram US$ 320 milhões (alta de 4,59% sobre agosto de 2025); importações, US$ 1,4 bilhão (alta de 10,90%); corrente de comércio, US$ 1,7 bilhão (alta de 9,71%); acumulado da corrente, US$ 12,1 bilhões (alta de 2,26% sobre o mesmo período do ano passado).
Em agosto de 2026, os principais municípios exportadores foram Campinas (34,40%), Paulínia (21,88%), Sumaré (10,51%), Mogi Guaçu (8,59%) e Valinhos (5,69%); os maiores importadores foram Paulínia (42,43%), Campinas (25,65%), Sumaré (8,51%), Hortolândia (6,75%) e Jaguariúna (5,69%).
Os três maiores destinos das exportações em agosto de 2026 foram Estados Unidos (US$ 65,90 milhões — 20,56%), Argentina (US$ 34,76 milhões — 10,85%) e México (US$ 16,66 milhões — 5,20%).
As principais origens das importações em agosto de 2026 foram China (US$ 477,85 milhões — 32,55%), Estados Unidos (US$ 210,52 milhões — 14,34%) e Coreia do Sul (US$ 115,74 milhões — 7,88%).
"Pelo contrário, ambos pioraram bastante. Combinado com custos em alta e inadimplência subindo, o quadro sugere margens espremidas", disse José Henrique Toledo Corrêa sobre lucratividade e investimentos.