ELEIÇÕES 2026Faltam 5 diasCandidatos →
⌕
Início › Eleições
Eleições

A inflação climática é o ponto cego das campanhas para 2026

Desastres e perdas econômicas exigem que candidatos convertam discursos climáticos em política industrial e economia circular.

Redação POLITICA.SP28 de set. de 2026 · 18h344 acessos📲 Enviar no WhatsApp
A inflação climática é o ponto cego das campanhas para 2026
Reprodução: pagina22.com.br

A inflação climática — choques por eventos extremos já embutidos no preço do alimento, energia e seguros — é o ponto cego das campanhas para 2026.

É a primeira eleição geral após o Brasil sediar a COP 30, em Belém; o País firmou compromissos globais que agora exigem tradução em políticas públicas e indústria.

Em 2024 mais de 1 milhão de pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas por enchentes e deslizamentos, seguidas pela pior seca em 70 anos; em 2025 outros 336 mil brasileiros foram afetados por eventos extremos.

Esses números representam choques de oferta, destruição de capital e aumento do custo de vida, e tornam insuficiente prometer apenas mais painéis solares e eólicas como solução.

O texto aponta que o Brasil perde bilhões em resíduos eletrônicos, sucata tecnológica e desperdício industrial, e defende Economia Circular, Mineração Urbana e logística reversa para reinserir materiais nas cadeias produtivas.

O país reúne vantagens competitivas: matriz elétrica majoritariamente limpa, base industrial passível de atualização e biodiversidade ímpar — falta intencionalidade política para conectar essas vantagens.

"O combustível do futuro não é apenas uma nova matriz de energia. É a capacidade de não desperdiçar o que já foi extraído", diz Marcelo Souza, presidente do Instituto Nacional de Economia Circular, CEO da Indústria Fox Economia Circular e professor da PUC Campinas.

Nas próximas semanas, ele recomenda filtrar plataformas eleitorais não só por promessas de preservar a Amazônia, mas por propostas concretas de economia circular, mineração urbana e reinserção de materiais na indústria.