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Abrasat defende neutralidade tecnológica para políticas públicas de satélites

Sérgio Mauro Maia apresentou a agenda da entidade no Congresso Latinoamericano de Satélites, no Rio, listando regras sobre espectro, revenda, sustentabilidade e radiodifusão.

Redação POLITICA.SP1 de out. de 2026 · 16h040 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Abrasat defende neutralidade tecnológica para políticas públicas de satélites
Reprodução: teletime.com.br

A Abrasat diz que a neutralidade tecnológica deve orientar políticas públicas de satélites no Brasil.

Isso deve entrar em regras do Ministério das Comunicações e da Anatel para garantir “a melhor tecnologia para cada aplicação, sem privilegiar uma ou outra”, afirmou Sérgio Mauro Maia, presidente da Abrasat.

Maia apresentou a posição nesta quarta-feira, 30, no primeiro dia do Congresso Latinoamericano de Satélites, no Rio de Janeiro, evento da Glasberg Comunicações em parceria com a TELETIME.

A Abrasat listou como prioridades regras para o espectro, revenda de capacidade, sustentabilidade orbital e o futuro da radiodifusão, incluindo evolução da TVRO para uma TVRO 2.5 com interatividade.

A entidade defendeu que políticas futuras considerem não só fibra e constelações LEO, mas também satélites geoestacionários (GEO) e de média órbita (MEO), dependendo do caso de uso.

Maia elogiou a postura da Anatel no debate sobre sustentabilidade e alertou para o risco de marcos nacionais fragmentados sobre gestão de detritos e grandes constelações LEO: “Temos que harmonizar com a regulação mundial.”

No plano regulatório interno, a Abrasat pediu ajustes no RQual para incorporar características da tecnologia satelital e citou dificuldade atual na regulamentação da revenda de capacidade como obstáculo para modelos de negócios.

A entidade também defendeu simplificação de licenças para estações terrestres em movimento (ESIM), propondo licenciamento em bloco similar ao aplicado a terminais VSat.