Acordo sobre térmicas da Eneva pode reduzir R$1,7–3,2 bi na conta de luz
Proposta prevê flexibilizar despacho de três usinas de 1,2 GW; medida começaria em julho de 2027.

Um acordo para flexibilizar o acionamento de termelétricas da Eneva pode reduzir entre R$1,7 bilhão e R$3,2 bilhões a conta do mercado regulado.
A economia projetada vale para 2026 a 2030 e, se aprovado, a mudança começaria a vigorar em julho de 2027.
A Eneva propôs ao Tribunal de Contas da União a alteração contratual de três projetos: UTE Maranhão III, MC2 Nova Venécia 2 e Azulão II e IV, que somam 1,2 gigawatt (GW) de potência.
As estimativas de economia constam em documento encaminhado pelo Ministério de Minas e Energia à Agência Nacional de Energia Elétrica; a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) calculou R$1,7 bilhão e a consultoria PSR, R$3,2 bilhões.
A proposta permite que as usinas sejam acionadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) por mérito econômico ou necessidade, em vez de operarem compulsoriamente o tempo todo.
A Eneva estipula um custo variável unitário (CVU) operativo de R$760/MWh para o despacho e prevê neutralidade tarifária, com custos eventuais no mercado spot arcados pela empresa.
O documento aponta que a flexibilização pode reduzir em 215 megawatts médios (MWm) os cortes de geração por sobreoferta de renováveis.
A discussão está em análise final no TCU, com prazos da SecexConsenso indicando que a deliberação deve ser concluída até o final deste mês.