Alcolumbre enfrenta risco de perder aliados no Amapá em eleição apertada
Pesquisas mostram adversários à frente para governo e Senado; pressão pública aumentou após atos e trocas de farpas em Brasília

Davi Alcolumbre, presidente do Congresso e filiado ao União Brasil-AP, vive tensão política no Amapá e em Brasília.
O grupo adversário lidera pesquisas para o governo e para o Senado no Amapá, segundo levantamento de 8 de setembro da Real Time Big Data.
Na pesquisa para governador, o ex-prefeito Dr. Furlan (PSD) tem 62% e o atual governador Clécio Luís (União Brasil) tem 31%.
Para o Senado, Rayssa Furlan (Podemos) lidera com 33%, Randolfe Rodrigues (PT) aparece com 20% e Lucas Barreto (PSD) tem 14%.
No Amapá, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) fez um ato em Macapá em 13 de setembro criticando Alcolumbre e dizendo-se contra quem se acha “dono do Amapá”.
Em Brasília, Alcolumbre trocou farpas publicamente com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) por não abrir processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.
Alcolumbre tem evitado aparições públicas, não atende mensagens de colegas e tenta atenuar o clima aproveitando o calendário eleitoral e um Congresso menos ativo.
Uma vitória de Furlan para o governo pode retirar de Alcolumbre o controle do Executivo estadual e favorecer um novo grupo de poder no Amapá.
A disputa ao Senado também ameaça a bancada de aliados de Alcolumbre, com Rayssa Furlan e Lucas Barreto no bloco adversário.
Alcolumbre tem buscado explorar pesquisas sobre petróleo na Foz do Amazonas e reaproximação com o presidente Lula para ampliar apoio a Clécio Luís.
O PL planeja formar uma bancada de 28 senadores para tentar influenciar a reeleição de Alcolumbre ao comando do Congresso em 2027.
8 de setembro — data da pesquisa Real Time Big Data
62% — intenção de voto de Dr. Furlan para o governo do Amapá
31% — intenção de voto de Clécio Luís para o governo do Amapá
33% — votação de Rayssa Furlan para o Senado
20% — votação de Randolfe Rodrigues para o Senado
14% — votação de Lucas Barreto para o Senado
"Não é dono do Amapá", disse Nikolas Ferreira em ato público em Macapá, em 13 de setembro.
O próximo passo é a continuidade da campanha eleitoral e a apuração dos votos deste ano, que podem redefinir o poder de Alcolumbre rumo a 2027.