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André Esteves: próximo governo deve levar juros a 7% ao ano

Controlador do BTG Pactual pediu PEC de ajuste fiscal já em novembro e disse ter conversado com Lula e Flávio Bolsonaro

Redação POLITICA.SP14 de set. de 2026 · 14h052 acessos📲 Enviar no WhatsApp
André Esteves: próximo governo deve levar juros a 7% ao ano
Reprodução: veja.abril.com.br

Controlador do BTG Pactual André Esteves afirmou nesta segunda, 14, em São Paulo, que o próximo governo deve reduzir os juros para algo próximo de 7% ao ano.

Ele calculou que, com ajuste fiscal, a Selic pode cair de 14% ao ano (nível atual) para cerca de 7% no próximo mandato presidencial.

Esteves falou em evento do grupo Esfera Brasil com grandes empresários nesta segunda-feira, 14, na capital paulista, e disse que essa redução não depende do vencedor da eleição de outubro.

O banqueiro afirmou que o ajuste fiscal necessário “não precisa ser muito grande” e divergiu de parte do mercado ao dizer que sua implementação seria relativamente fácil.

Ele criticou regras que engessam o orçamento, citando pisos da Saúde e da Educação, e afirmou que o ajuste das contas não é agenda de direita nem de esquerda.

Esteves afirmou que, caso os juros caiam, o setor privado poderia investir mais de 20% do PIB, enquanto os investimentos públicos hoje giram em torno de 1% do PIB.

Ele citou a hiperinflação dos anos 1980 e início dos 1990 e o Plano Real como exemplo de transformação econômica possível para os juros.

14% ao ano — taxa Selic hoje

~7% ao ano — meta proposta por Esteves

~1% do PIB — investimentos públicos atuais

>20% do PIB — investimento privado que ele prevê com juros menores

“Não estamos condenados a viver com juros tão elevados”, disse Esteves durante o evento, defendendo o ajuste fiscal.

Ele propôs que o governo eleito em outubro envie uma PEC de ajuste fiscal já em novembro e citou exemplos de reformas aprovadas com baixos índices de popularidade presidencial.

Questionado sobre conselhos aos presidenciáveis, Esteves afirmou: “Eu já falei para ambos” — referindo‑se a Lula e Flávio Bolsonaro.