ELEIÇÕES 2026Faltam 5 diasCandidatos →
⌕
Início › Congresso
Congresso

André Gerdau questiona capacidade do Brasil competir no comércio mundial

No Congresso Aço Brasil, em 29.set.2026, ele citou ociosidade de usinas e alto volume de importações diretas e indiretas

Redação POLITICA.SP29 de set. de 2026 · 12h010 acessos📲 Enviar no WhatsApp
André Gerdau questiona capacidade do Brasil competir no comércio mundial
Reprodução: www.poder360.com.br

André Gerdau afirmou que o Brasil pode perder capacidade de competir no comércio mundial diante de uma "mudança estrutural" no setor.

O país tem capacidade instalada para 51 milhões de toneladas de aço por ano e produz cerca de 33 milhões; a utilização está entre 60% e 65%, abaixo dos >80% necessários para remunerar capital, distribuir dividendos e sustentar investimentos.

As declarações foram feitas nesta terça (29.set.2026) no Congresso Aço Brasil, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, durante a 36ª edição do evento de dois dias que reúne líderes da indústria e especialistas.

O consumo aparente de laminados está entre 25 milhões e 26 milhões de toneladas por ano; o pico foi 27 milhões em 2013 e caiu a 18 milhões antes de voltar a crescer, mantendo-se próximo ao nível de uma década atrás.

As importações diretas de aço foram 5,7 milhões de toneladas em 2025, equivalentes a cerca de 22% do consumo nacional; para 2026 espera-se participação entre 18% e 18,5%, acima do histórico de 9% a 10% entre 2000 e 2019.

Considerando importações diretas e indiretas — aço incorporado a carros, máquinas, eletrodomésticos e tratores — cerca de um terço do aço consumido no Brasil vem do exterior.

O consumo per capita de aço no Brasil é de cerca de 120 kg por habitante, contra 560 kg na China.

Gerdau afirmou no evento: "Não queremos fechar o mercado; queremos condições justas de competição" e também declarou: "O comércio mundial mudou, está mudando e vai continuar mudando".

Ele defendeu investimentos em infraestrutura, energia e habitação e pediu uma política de Estado de longo prazo para o setor industrial, criticando a instabilidade causada por mudanças de governo e ciclos eleitorais de quatro anos.