Bap diz que veto às bets pode tirar R$ 400 milhões do Flamengo por ano
Presidente reclama que perda de patrocínios ameaça pagar Lucas Paquetá e deixa 150 mil camisas sem venda.

Presidente do Flamengo Luiz Eduardo Baptista, o Bap, criticou a medida provisória que proíbe casas de apostas no país.
A diretoria estima impacto de cerca de R$ 400 milhões por ano nas contas do clube, com perdas específicas apontadas.
Bap perguntou: “Como é que eu vou pagar o Paquetá em janeiro?” ao citar compromisso financeiro pela contratação de Lucas Paquetá.
O presidente disse que a proibição pegou o esporte de surpresa e gerou insegurança jurídica em contratos já firmados.
A retirada de patrocínios atinge folha do futebol, contratações futuras e os esportes olímpicos da Gávea, afirmou o dirigente.
A diretoria calculou perdas de R$ 20 milhões nos esportes olímpicos e R$ 63 milhões com placas de publicidade em estádios.
O clube tem 150 mil camisas oficiais já fabricadas com a marca da patrocinadora, que podem ficar sem comercialização.
Com a exigência de retirar patrocínios a partir do início de outubro, o Flamengo teme estoque parado na melhor época de vendas.
Bap rejeitou uma linha de crédito pública de até R$ 20 bilhões como solução, dizendo que “isso tem pouca para não dizer nenhuma serventia”.
O presidente alertou que a saída coletiva das marcas de apostas poderá desvalorizar os espaços de patrocínio no mercado brasileiro.