Bap diz ser “muito raso” pensar que canetada acabará com apostas
Presidente do Flamengo afirmou em 25.set.2026 que proibição não eliminará jogos e pode aumentar plataformas ilegais; clube perderia R$ 400 milhões.

Luiz Eduardo Baptista (Bap), presidente do Flamengo, disse em 25.set.2026 que é “muito raso” achar que uma canetada acabará com as apostas no Brasil.
Bap estima em cerca de R$ 400 milhões as receitas do Flamengo direta ou indiretamente ligadas às casas de apostas, incluindo patrocínio de camisa, placas e recursos de campeonatos.
O presidente falou em entrevista ao editor Paulo Silva Pinto na sexta-feira, em vídeo de 59s, e afirmou que uma restrição abrupta não acabaria com o jogo e agravaria o problema ao empurrar apostadores para plataformas clandestinas.
“Você achar que com uma canetada você vai acabar com o jogo no Brasil, isso é muito raso. Não vai acabar”, declarou Bap, argumentando que sites ilegais são acessíveis por celular.
Bap disse que os clubes devem cumprir a legislação, mas que uma mudança repentina causaria insegurança jurídica e impacto financeiro no futebol, e que é “impossível” substituir integralmente essas receitas no curto prazo.
Segundo ele, a perda repentina de receitas exigiria ajustes no futebol masculino e feminino, nos esportes olímpicos, no quadro de funcionários, nas despesas e em contratos já firmados, gerando um “efeito dominó”.
R$ 400 milhões — receita estimada do Flamengo ligada às casas de apostas.
Bap defendeu que o debate sobre problemas das apostas seja conduzido no Congresso, não por medida imediata de proibição.