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Bap, do Flamengo: proibir bets pode tirar R$2,5–3 bilhões do futebol

Presidente do clube diz que mudança no marco regulatório pode afetar receitas, logística de patrocinadores e empregos em curto prazo

Redação POLITICA.SP25 de set. de 2026 · 16h043 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Bap, do Flamengo: proibir bets pode tirar R$2,5–3 bilhões do futebol
Reprodução: www.metropoles.com

A proibição das casas de aposta pode tirar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões do ecossistema do futebol já no ano que vem, estimou o presidente do Flamengo, Eduardo Baptista.

Baptista afirmou que a decisão, se tomada agora, prejudica orçamentos em elaboração e pode atrapalhar a logística para futuros patrocinadores, tornando o impacto “completamente material” para o Flamengo e para o futebol brasileiro nos dois próximos anos.

O presidente falou sobre o tema em entrevista e o clube publicou nota oficial nas redes sociais reiterando que uma mudança no marco regulatório é questão de segurança jurídica e atinge “em cheio o esporte brasileiro”.

A nota do Flamengo detalha que a mudança afetaria futebol profissional, categorias de base, futebol feminino, esportes olímpicos, campeonatos, empregos diretos e indiretos, empresas de comunicação, marketing e tecnologia, fornecedores, arenas e prestadores de serviços.

O clube lembrou que Congresso aprovou a regulamentação e que o governo a regulamentou, com empresas pagando para operar legalmente, investir e cumprir fiscalização, tributação e proteção ao consumidor; a nota defende aperfeiçoamento das regras, não sua desmontagem.

Pesquisa do Instituto Locomotiva, realizada em maio de 2026 com 2.291 apostadores, mostra participação relevante do mercado ilegal; estudo da LCA Consultores estima que 38% a 44% do valor apostado online hoje ocorra em plataformas clandestinas.

O Flamengo citou que a participação estimada do mercado ilegal caiu de 41%–51% em 2025 para 38%–44% no primeiro semestre de 2026 após a regulamentação, e alertou que proibir empresas legais pode fortalecer o mercado clandestino.

"O jogo não vai acabar com uma canetada. O que acaba é a parte que o Brasil consegue regular, fiscalizar, tributar e responsabilizar", disse o clube na nota, defendendo que mudanças devem proteger consumidores sem destruir a segurança jurídica.

O próximo passo é a possibilidade de o governo federal adotar novas medidas para restringir o funcionamento das empresas de apostas, o que definiria se o marco regulatório será alterado definitivamente ou aperfeiçoado.