Barroso: resultado da eleição não pode romper a estabilidade democrática
Ex-primeiro‑ministro de Portugal diz que investidores vão avaliar se o Brasil mantém Estado de direito no segundo turno.

José Manuel Barroso, ex-primeiro‑ministro de Portugal, disse que o resultado da eleição não pode comprometer a “estabilidade sistêmica” do Brasil.
Em uma semana, no segundo turno, o país definirá quem governa pelos próximos quatro anos; investidores observarão especialmente a manutenção do Estado de direito.
Barroso foi presidente da Comissão Europeia por dois mandatos e até recentemente trabalhou como executivo no Goldman Sachs; falou em Dubai após abrir um evento para investidores globais.
Ele afirmou: "É importante a estabilidade sistêmica... o Brasil como Estado de direito e como democracia", repetindo que mudanças são aceitáveis desde que ocorram com previsibilidade institucional.
Barroso citou a polarização política do Brasil, observou fenômenos similares nos Estados Unidos e na Europa, e disse que investidores buscam um "quadro institucional seguro e previsível".
O ex-primeiro‑ministro alertou para transformações estruturais na economia global, incluindo a revolução da inteligência artificial, e defendeu diversificação das apostas dos investidores.
Segundo Barroso, o fluxo de investimentos seguirá a "infraestrutura do poder": segurança, defesa, tecnologia e energia.
O próximo passo concreto é o segundo turno da eleição, marcado para o próximo fim de semana, quando será definido o vencedor entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).