Biocombustíveis mudam demanda por soja e milho e pressionam preços
Etanol de milho e biodiesel de soja já reconfiguram oferta interna enquanto produtores organizam safras em Mato Grosso

A expansão da mistura de biocombustíveis na matriz energética altera a demanda interna por soja e milho no longo prazo.
Projeções indicam redução de até 12% nas importações brasileiras de fertilizantes até 2026, mesmo com necessidade de ampliar área plantada para atender à nova demanda.
O avanço inclui consolidação do etanol de milho e do biodiesel de soja, que muda a formação de preços no mercado físico brasileiro; o plantio da safra de soja avança em Mato Grosso e produtores já planejam a segunda safra de milho para exportação e para a indústria de etanol.
O setor produtivo debate impactos no planejamento de longo prazo das tradings e na sustentabilidade da cadeia de carnes, que compete pelos mesmos insumos usados em ração animal; o monitoramento climático permanece como fator principal para viabilizar a sucessão de culturas na região.
12% — redução projetada nas importações de fertilizantes até 2026
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) conduz debates sobre o futuro dos subsídios à pesca após acordo na OMC e promove discussões sobre a pesca industrial no Pará.