BNDES e Finep aprovam R$ 21 bilhões para biocombustíveis até jul. de 2026
Recursos podem aumentar oferta de biometano e facilitar uso em ônibus urbanos, diz balanço de 24 de agosto de 2026

BNDES e Finep aprovaram R$ 21 bilhões para produção de biocombustíveis entre janeiro de 2023 e julho de 2026.
O volume é 360% superior aos R$ 4,6 bilhões aprovados entre 2019 e 2022, e pode ampliar oferta regional de biometano para frotas.
Do total, R$ 17,15 bilhões saem do BNDES e R$ 3,88 bilhões da Finep; o balanço foi divulgado em 24 de agosto de 2026.
Os financiamentos suportaram projetos de etanol de milho e trigo, biodiesel e biometano, destinados à cadeia de produção, não à compra direta de ônibus.
O biometano deriva da purificação do biogás produzido por resíduos agropecuários, aterros e estações de tratamento de esgoto; é semelhante ao gás natural fóssil.
Ônibus fabricados para gás natural comprimido podem usar biometano sem mudança completa da tecnologia; eles exigem motores e cilindros específicos, frequentemente instalados no teto.
Fabricantes afirmam redução de até cerca de 90% nas emissões de dióxido de carbono no ciclo de vida do biometano, dependendo da origem e da cadeia de produção.
A expansão da produção facilita contratos de fornecimento de longo prazo, redes de compressão e pontos de abastecimento necessários para que frotas deixem projetos experimentais.
"Financiar a produção de biocombustíveis é investir simultaneamente em descarbonização, segurança energética e desenvolvimento econômico", disse Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
O próximo passo é fechar contratos entre produtores, distribuidoras, concessionárias e governos, e investir em usinas, compressão e infraestrutura de abastecimento para ônibus.