BNDES e governo do RJ fecham memorando para expandir metrô
Acordo assinado em 25 de setembro no Palácio Guanabara prevê estudos do Novo PAC para as Linhas 2, 3 e 4.

BNDES e governo do Rio de Janeiro assinaram memorando de entendimentos para estruturar projetos metroferroviários em 25 de setembro, no Palácio Guanabara.
O BNDES fará os estudos iniciais pelo Novo PAC para as expansões das Linhas 2, 3 e 4, preparando projetos para execução por eventual próximo governo.
O memorando define a Linha 2 como Estácio–Carioca/Praça XV, com potencial expansão da Pavuna até a Baixada Fluminense; a Linha 3 como Carioca/Praça XV–Niterói–São Gonçalo–Itaboraí; e a Linha 4 como Jardim Oceânico–Alvorada–Recreio.
O trabalho da Linha 3 será em parceria com a UFRJ; serão aproveitados estudos do Coppe/UFRJ pelo Projeto Prisma, que já incluem diagnóstico técnico-operacional e urbanístico.
O memorando prevê também avanço da governança metropolitana e integração tarifária, com participação do IRM, autarquia vinculada ao governo estadual que atua no planejamento metropolitano.
Assinaram o documento Nelson Barbosa, diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES; o governador interino Ricardo Couto; Glaydston Mattos Ribeiro, professor da UFRJ e pesquisador da Coppe/UFRJ; e Roberto Leão, presidente do IRM.
O ENMU mapeia projetos e políticas para 21 regiões metropolitanas, reunindo 187 projetos e um banco de dados com mais de 3 mil km de metrôs, BRTs, trens e VLTs; o estudo foi elaborado entre 2024 e 2026 e projeta horizonte de 30 anos.
187 projetos — banco de dados do ENMU
mais de 3.000 km — metrôs, BRTs, trens e VLTs
27.000 vítimas evitadas — sinistros de trânsito
3 milhões de toneladas anuais — redução de CO₂
11% — redução do custo das viagens
16% — redução do tempo médio de deslocamento
R$ 400 bilhões — benefícios sociais estimados
mais de 1 milhão de empregos — potencial de mobilização
7.600 ônibus elétricos e 2.400 carros metroferroviários — demanda estimada
"Os projetos incluídos nesse memorando de entendimentos são projetos que o BNDES já vem estudando", disse Nelson Barbosa, acrescentando que vão desenvolver as fases iniciais desses projetos.
"Com esse acordo, serão entregues estudos já bem delineados para o próximo governante", afirmou o governador interino Ricardo Couto.
O próximo passo é o BNDES iniciar o desenvolvimento das fases iniciais dos estudos previstos no memorando, com foco nas atualizações técnicas necessárias.