Boituva propõe transferir área de pousos do CNP para construir hospital federal universitário
Associações de paraquedismo rejeitam o local oferecido; FAB e órgãos apontam etapas técnicas e licenças pendentes

A Prefeitura de Boituva quer transferir a área de pousos do Centro Nacional de Paraquedismo (CNP) para construir um hospital federal universitário no terreno atual.
A gestão diz que pediu estudos de impacto de vizinhança e ambiental em março e que a construção do hospital foi articulada em reunião com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em 11 de agosto.
Associações e escolas de paraquedismo de Boituva rejeitam a mudança; um parecer técnico assinado por responsáveis do setor aponta que a nova área teria espaço de pouso menor e riscos como proximidade ao Rio Sorocaba, cabos de alta tensão e áreas sujeitas a alagamentos.
A Força Aérea Brasileira (Decea) informou que o novo local ainda não pode ser usado; o operador terá de solicitar alteração cadastral à Anac, aguardar portaria, publicação no Diário Oficial da União e a divulgação aeronáutica para liberação.
A Anac diz que o aeródromo atual está regularmente inscrito e aberto ao tráfego aéreo, sem registro de processos de mudança cadastral para o CNP.
A Cetesb concedeu licença prévia e de instalação para a nova área em janeiro; a licença de operação precisará ser solicitada pela prefeitura após a conclusão das obras.
O DER-SP avalia a viabilidade de duplicação e melhorias de um trecho da Rodovia José Sartorelli (SPA-115/280) para atender o acesso, mas não confirmou execução da obra.
A prefeitura afirma que a nova área é a mais viável do ponto de vista aeronáutico e que o terreno do hospital foi escolhido pela localização estratégica às margens da Rodovia Castello Branco (SP-280).