Botucatu integra área oficial do Café da Cuesta Paulista reconhecida pelo governo de SP
Resolução nº 70/2026 delimita 18 municípios e abre caminho para a Denominação de Origem junto ao INPI

Botucatu entrou entre os 18 municípios reconhecidos na área de produção do Café da Cuesta Paulista.
A Resolução nº 70/2026 da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento formalizou os limites geográficos e reconheceu influência natural da Cuesta Paulista na qualidade do café.
O reconhecimento é passo para o pedido de Denominação de Origem (DO), que será apresentado ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) pelo Sindicato Rural de Pardinho.
A delimitação inclui Pardinho, Bofete, São Manuel, Itatinga, Pratânia e Avaré, entre outros municípios listados na resolução.
A região tem altitudes entre 800 e 1.007 metros, clima ameno e solos específicos apontados no estudo que embasou a resolução.
O levantamento que motivou o reconhecimento considerou 212 laudos de concursos regionais, referentes a sete safras, com pontuação média de 83,1 na escala internacional.
Das amostras analisadas, 97,8% foram classificadas como cafés especiais.
Botucatu tem tradição cafeeira desde a década de 1860, abriga uma indústria de café torrado e moído com mais de 100 anos e preserva patrimônio na Fazenda Lageado, campus da Unesp.
O Museu do Café, instalado na Fazenda Lageado, está fechado, possui projetos de restauração e tem possível reabertura prevista para preservação do acervo.
18 — municípios reconhecidos na área do Café da Cuesta Paulista
Resolução nº 70/2026 — norma que delimitou a área
212 — laudos analisados
7 — safras consideradas
83,1 — pontuação média na escala internacional
97,8% — amostras classificadas como cafés especiais
O próximo passo formal é o protocolo do pedido de Denominação de Origem junto ao INPI pelo Sindicato Rural de Pardinho.