Brasil alcança 1 milhão de carros eletrificados e mira 3 milhões até 2030
Indústria cita mais montadoras, produção local e debates sobre tarifas como motor do crescimento.

O Brasil atingiu 1 milhão de veículos eletrificados e projeta 3 milhões de emplacamentos até 2030.
A projeção considera a entrada de montadoras, planos de fábricas locais e discussões sobre reequilíbrio tarifário até 2026.
Adriano Rufino, vice‑presidente do Instituto Brasileiro Mobilidade Sustentável e diretor da ABVE, incluiu eVTOLs na sua estimativa durante painel no Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nesta semana.
A ABVE celebrou nesta semana a marca de 1 milhão de veículos eletrificados, que inclui elétricos leves, híbridos plug‑in e híbridos plenos.
Atualmente 30 montadoras atendem o mercado brasileiro; 16 marcas já produzem veículos elétricos no país, incluindo modelos do conglomerado Stellantis.
A chinesa Baic anunciou fábrica local e o lançamento de 10 novos veículos na região até 2030; a GWM iniciou operações em 2025 na fábrica de Iracemápolis, SP, em antiga unidade da Mercedes‑Benz.
Thiago Sugahara, gerente ESG e stakeholders da GWM no Brasil, disse que a chegada de novos players em 2023 trouxe tecnologias mais acessíveis aos consumidores.
A redução de impostos adotada em 2016 foi apontada como pilar do avanço; a alíquota alfandegária previa subida gradual para 35% até 2026, e o reequilíbrio das tarifas é debatido por montadoras já instaladas.
1 milhão — total de veículos eletrificados alcançado no Brasil
3 milhões — projeção de emplacamentos até 2030
30 — número de montadoras que atendem a demanda no país
16 — marcas que já produzem veículos elétricos no Brasil
10 — novos veículos que a Baic pretende lançar na região até 2030
2025 — ano em que a GWM iniciou operações em Iracemápolis, SP
2016 — ano da redução de impostos sobre veículos eletrificados
35% até 2026 — alíquota alfandegária prevista em política fiscal anterior
“Outros países latino‑americanos estão até à frente de nós”, afirmou Adriano Rufino durante o painel no GAFFFF.
As discussões sobre o reequilíbrio das tarifas alfandegárias e a política fiscal seguem em curso entre montadoras e integrantes da cadeia automotiva.