Brasil tem 1.070 pequenas hidrelétricas em estudo, 13,4 GW de potencial
Projetos em fases iniciais chegam a 13,4 GW — quase 96% da capacidade de Itaipu; 56% já têm DRS-PCH.

O Brasil tem 1.070 projetos de PCHs e CGHs em etapas anteriores à outorga, com potencial de 13,4 GW.
A potência projetada equivale a cerca de 96% dos 14 GW instalados de Itaipu, a maior usina do país.
São considerados CGHs (até 5 MW) e PCHs (mais de 5 MW e menos de 30 MW, com reservatórios geralmente até 13 km²).
Dos 1.070 projetos, 401 estão em “eixo disponível”, ou seja, mapeados e abertos à manifestação de interessados.
68 projetos estão na fase DRI-PCH, que autoriza o empreendedor a elaborar o projeto básico; o DRI é exigido só para PCHs.
601 projetos — 56% do total — já obtiveram DRS-PCH, reconhecimento de aproveitamento energético adequado, sem ser outorga.
Após DRS, o empreendedor precisa do licenciamento ambiental e da declaração de disponibilidade hídrica para solicitar autorização.
Uma PCH pode receber autorização com vigência de 35 anos após entrega dos documentos exigidos à agência reguladora.
O vice-presidente da Abrapch, Daniel Faller, disse: "Esses empreendimentos somam cerca de 8 GW, potência próxima ou superior ao parque em operação."
Faller afirmou que o licenciamento é moroso, varia de 4–5 anos a mais de uma década, e estimou ciclo médio de 8–10 anos por PCH.
Atualmente há 433 PCHs e 711 CGHs em operação, somando quase 7 GW fiscalizados, equivalente a 3,2% dos 220,5 GW de geração centralizada.
Mato Grosso lidera em potência fiscalizada, com 1.208 MW (17,3% do total de PCHs/CGHs), e Santa Catarina tem mais empreendimentos, 255.