Cachorrão diz que Assis está 30 anos sem deputado com base local
O vice-prefeito e candidato do Avante falou em sabatina em 24 de setembro e citou R$41 milhões em emendas impositivas por ano.

Alexandre Cachorrão, vice-prefeito de Assis (Avante), disse que a cidade e o Vale do Paranapanema estão sem deputado federal com base eleitoral própria há mais de 30 anos.
Ele afirmou que a ausência de um representante direto faz a região perder recursos: citou R$41 milhões por ano em emendas impositivas que um deputado pode direcionar à sua base.
A declaração ocorreu em sabatina em 24 de setembro, conduzida pelo professor Elielton de Oliveira com participação do jurista Jesualdo Júnior; Cachorrão repetiu que “Nós estamos órfãos de representantes” e criticou a falta de quem agende reuniões com ministros.
Cachorrão listou modalidades além das emendas impositivas — emendas de bancada, de comissão, recursos via PIX e verbas ministeriais — como fontes que a região deixa de captar sem um deputado local.
O discurso de Cachorrão dialoga com candidaturas como a de Stella Cury, que também têm prometido romper o hiato de representação assisense na Câmara dos Deputados.
Historicamente, Hélio Rosas teve mandatos na Câmara entre 1987 e 1999, mas com votação pulverizada fora da cidade; o último deputado identificado com base eleitoral concentrada em Assis foi Márcio Santilli, deputado de 1983 a 1987 e filho do ex-prefeito Zeca Santilli.
Independentemente do marco — 1999 (fim de Rosas) ou 1987 (fim de Santilli) —, Assis acumula cerca de três a quatro décadas sem eleger um nome com raízes locais para a Câmara dos Deputados.
R$41 milhões — valor anual citado por Cachorrão sobre emendas impositivas que um deputado pode levar à sua região.