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Campanha de Lula pede ao TSE remoção de posts de Nikolas sobre “toque”

Ação, protocolada em 29.set.2026, pede liminar para retirar dois posts do X em 24 horas e multa máxima de R$ 30.000.

Redação POLITICA.SP29 de set. de 2026 · 20h352 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Campanha de Lula pede ao TSE remoção de posts de Nikolas sobre “toque”
Reprodução: www.poder360.com.br

A Coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), protocolou nesta 3ª (29.set.2026) representação no TSE contra duas publicações do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

A campanha pede liminar para que a plataforma X remova os dois posts em até 24 horas, proíba publicações semelhantes e aplique multa de R$ 30.000 no mérito, valor máximo do art. 57‑D da Lei das Eleições.

A relatora da ação é a ministra Estela Aranha; a advogada eleitoral que assina a petição é Maíra Recchia.

A representação aponta que Nikolas descontextualizou fala de Lula sobre exames, atribuindo-lhe conotação sexual ao citar “toque”.

A declaração de Lula foi na 2ª (28.set), em comício em Belém (PA): “Porque o homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas.”

O primeiro post de Nikolas saiu às 9h49 de 29.set, com vídeo curto e legenda: “Agora deu pra entender pq ele não quer ir em debate”; às 15h48 tinha 155,1 mil visualizações.

O segundo post às 10h23 é vídeo de 1min34s com a legenda: “Menina pequena não aprende a tomar toque nenhum, Lula!!!!”; o arquivo anexado à ação registra 603,3 mil visualizações.

A petição cita checagens que classificaram como falsa a interpretação sexual da fala e afirma que Nikolas sabia do descompasso entre trecho e contexto, usando-o para “causar estado mental na opinião pública e captar-lhes o voto.”

A advogada Maíra Recchia diz que o episódio envolve questão de gênero: o termo “toque” foi usado como saúde para homens, e sexualizado ao referir-se a mulheres e meninas.

A coligação pede que o TSE notifique plataformas para agir preventivamente; argumenta que Nikolas tem 5,5 milhões de seguidores no X e que o alcance é “catastrófico” a poucos dias da eleição.

A Secretaria de Comunicação Social (Secom) também monitora a repercussão das publicações.

A relatora Estela Aranha agora analisa o pedido de liminar para decidir sobre a remoção e proibição solicitadas pela coligação.