Candidatos a SP e à Presidência apresentam propostas diferentes contra eventos climáticos extremos
Planos variam em investimentos, gestão da água e prioridades para áreas vulneráveis; alguns trazem valores e prazos específicos.

Candidaturas ao Governo de São Paulo e à Presidência apresentam propostas distintas para enfrentar enchentes, deslizamentos e falta de água.
A decisão sobre manter ou reverter a gestão da Sabesp impacta metas de universalização: um programa prevê universalizar água e esgoto até 2029 na área atendida pela companhia.
Tarcísio de Freitas (Republicanos) oferece mais de R$ 25 bilhões até 2029 para adaptação e resiliência climática (drenagem, desassoreamento, reservatórios, água e saneamento) e planeja atender mais de 30 mil famílias em áreas de risco, favelas, palafitas e mananciais.
Carlos Machado propõe um Plano Estadual de Prevenção e Gestão de Riscos Climáticos com mapeamento, monitoramento e sistemas de alerta para territórios vulneráveis e prevê R$ 32 bilhões para urbanização popular e regularização fundiária e R$ 28 bilhões para habitação integrada à infraestrutura urbana.
Fernando Haddad (PT) quer fortalecer prevenção de desastres e a Defesa Civil, mapear e cuidar áreas de risco em parceria com municípios e apoiar a adaptação das cidades; seu programa não propõe reverter a privatização da Sabesp, mas prevê fiscalizar a qualidade e expansão dos serviços contratados e proteger mananciais.
Vivian Mendes (UP) propõe desimpermeabilização do solo, melhorias em drenagem, reservatórios subterrâneos e piscinões, fortalecer a Defesa Civil e reduzir tarifas com ampliação de investimentos em água, esgoto e drenagem, com foco nas periferias.
Vera Lúcia (PSTU) propõe obras estatais de macrodrenagem, contenção de encostas em áreas periféricas, reflorestamento urbano, plano estadual de adaptação por bacia e região, sistema público de alertas, abrigos e recuperação de várzeas, nascentes e matas ciliares.
Na disputa presidencial, Lula (PT) cita R$ 25 bilhões já investidos pelo Novo PAC em contenção de encostas e drenagem urbana sustentável e propõe ampliar investimentos em prevenção, aprimorar a Defesa Civil e fomentar infraestrutura verde, proteção de mananciais e ocupação resiliente.
Flávio Bolsonaro (PL) propõe ampliar reservatórios, diques, canais, drenagem e macrodrenagem, além de fortalecer monitoramento, sistemas de alerta e resposta da Defesa Civil.
Samara Martins (UP) defende reestatização das companhias de saneamento, financiamento de drenagem, contenção de encostas, parques lineares, recuperação de rios, reassentamento de áreas de risco e adaptação climática urbana; também integra saneamento em um plano nacional de infraestrutura para periferias.
Hertz Dias (PSTU) prevê prevenção contra enchentes e deslizamentos com alertas, evacuação e participação comunitária.
A Agência Nacional de Energia Elétrica levou em agosto de 2026 à etapa final de instrução um processo administrativo que pode recomendar a extinção da concessão da Enel São Paulo, por desempenho insatisfatório em eventos climáticos de 2023, 2024 e 2025.
R$ 25 bilhões — investimento anunciado por Tarcísio até 2029 para adaptação e resiliência climática
mais de 30 mil famílias — público alvo do plano habitacional de Tarcísio em áreas de risco
R$ 32 bilhões — proposta de Carlos Machado para urbanização popular
R$ 28 bilhões — proposta de Carlos Machado para habitação integrada
R$ 25 bilhões — valor que Lula cita como já investido pelo Novo PAC em contenção e drenagem
A próxima etapa é a tramitação do processo da Aneel, que pode resultar em recomendação formal sobre a concessão da Enel São Paulo.