Candidatos prometem responsabilidade fiscal, cortes de imposto e atração de investimentos
Planos de governo dos seis presidenciáveis combinam medidas parecidas, com diferenças em ênfase e detalhes

Seis presidenciáveis defendem responsabilidade fiscal, redução de impostos e atração de investimentos em seus planos de governo.
53% dos brasileiros avaliam que a economia está ruim ou péssima, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada em 31 de agosto; essa percepção pode influenciar a eleição apesar de sinais positivos no PIB, inflação e desemprego.
O plano de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propõe manter políticas de estímulo ao crescimento e valorizar o salário mínimo.
O programa de Lula inclui articular o fim da escala 6×1 e reduzir a jornada para 40 horas sem corte salarial; combater a pejotização com regras e fiscalização mais rígidas; ampliar crédito e qualificação para autônomos e pequenos empreendedores; e simplificar o ambiente de negócios com a reforma tributária.
Lula também prevê elevar a taxa de investimento, criar condições para queda sustentada das taxas de juros com inflação controlada e política fiscal responsável, e ampliar produção local em cadeias estratégicas.
O plano cita desenvolvimento de política para minerais críticos e terras raras, expansão de infraestrutura computacional (data centers e nuvem) e acelerar difusão da inteligência artificial no agro, saúde e serviços financeiros, com salvaguardas socioambientais.
A despeito da alta dívida pública, a questão fiscal recebe pouco destaque no programa de Lula.
Rafael Ribeiro, professor de economia da UFMG, avalia que o plano de Lula combina defesa de legado com foco em inovação e integração produtiva.
Mauro Rochlin, coordenador acadêmico da FGV, considerou as propostas "preocupantes" e alertou para risco fiscal relacionado a aumento do salário mínimo e elevação da taxa de investimentos.
53% — parcela da população que avalia a economia ruim ou péssima (pesquisa BTG/Nexus, 31 de agosto)