Candidaturas periféricas pedem moradia, saneamento e prevenção ao El Niño
Sonia Guajajara, Mauro Veracidade e Claudinho Ouvidor apresentam propostas para habitação, tarifa zero, adaptação climática e prevenção de desastres

Candidaturas periféricas pedem moradia digna, saneamento e políticas de prevenção ao El Niño para periferias.
O Brasil tem déficit de 6,2 milhões de moradias (8,3% dos domicílios) e metas para 2033 de 99% com água potável e 90% com coleta de esgoto.
Até a publicação, responderam aos questionamentos Sonia Guajajara (PSOL), Mauro Neri Veracidade (PT) e Claudinho Ouvidor (PT); outras candidaturas citadas na consulta incluem Ediane Maria (PSOL) e os irmãos Milton Leite Filho e Alexandre Leite (União Brasil).
Sonia Guajajara, ex-ministra dos Povos Indígenas e candidata à reeleição como deputada federal, propõe ampliar programas como o Minha Casa, Minha Vida com prioridade a mulheres chefiando a família, população negra, indígenas, pessoas com deficiência e moradores de áreas de risco.
Sonia defende tarifa zero começando por desempregados, pessoas com deficiência e inscritas no Cadastro Único, e apoiou o Projeto de Lei 553/2026, que cria um Protocolo Municipal de Preparação para os Efeitos do El Niño.
Mauro Neri Veracidade, candidato a deputado estadual pelo PT e nascido no Grajaú, aponta a grilagem de terras por crime organizado e poder público como problema e propõe leis para reforçar a ocupação de espaços urbanos por quem mais precisa.
Claudinho Ouvidor, ex-ouvidor das Polícias e candidato a deputado estadual pelo PT, defende políticas públicas voltadas às periferias que atuem preventivamente na segurança pública.
O Oceano Pacífico registrou temperatura 3°C acima da média em agosto; a probabilidade de evento El Niño muito forte no Hemisfério Sul entre primavera e verão de 2026-2027 é superior a 90%, e São Paulo deve ter chuvas acima da média.
Em São Paulo a estimativa de déficit varia entre 400 mil e 625 mil moradias; o preço médio do metro quadrado residencial na capital é R$ 12.143.
A Prefeitura de São Paulo informa que, em 2025, mais de 41 mil imóveis foram regularizados e a urbanização de favelas alcançou mais de 36 mil famílias desde 2021.
No Brasil, em 2024, 55,4% dos domicílios eram atendidos por rede de coleta de esgoto e 51,8% do volume de esgoto gerado era tratado; no estado de São Paulo, 86,3% do esgoto coletado foi tratado em 2023.
“Moradia é um direito, não mercadoria”, afirmou Sonia Guajajara ao defender ampliação de programas habitacionais e medidas de adaptação às periferias.
A cobertura das propostas reúne medidas legislativas, programas habitacionais, fundos federais para adaptação com critérios de renda, raça e exposição a riscos, e protocolos municipais para o El Niño.