Centrais sindicais ao EUA: “Não interfiram em nossas eleições”
CUT, Força Sindical e outras oito centrais publicaram nota em 2.out contra suspensão de serviços consulares dos EUA.

Centrais sindicais divulgaram nesta 6ª feira (2.out) uma nota conjunta dizendo: “Não interfiram em nossas eleições”.
As entidades consideraram a suspensão dos serviços consulares dos Estados Unidos a partir de 2.out “desnecessária, excessiva” e uma “manobra política”.
Assinam a nota Sergio Nobre, presidente da CUT; Miguel Torres, presidente da Força Sindical; Ricardo Patah, presidente da UGT; Adilson Araújo, presidente da CTB; Sônia Maria Zerino da Silva, presidente da NCST; Álvaro Egea, secretário-geral da CSB; Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical; e José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor.
A nota afirma que “O Brasil não é quintal de ninguém. Somos uma nação independente e soberana, e nosso processo eleitoral é referência mundial de modernidade, eficiência e exercício da democracia.”
As centrais também disseram: “Repudiamos qualquer tentativa de desestabilização, pressão externa ou deslegitimação da escolha soberana do povo brasileiro.”
A Embaixada e os Consulados dos EUA emitiram alerta de segurança e suspenderam serviços no Brasil a partir de 6ª feira (2.out), orientando cidadãos norte-americanos a procurar assistência emergencial com o oficial de plantão.
A Embaixada da Austrália igualmente decidiu suspender seus serviços consulares na 6ª feira (2.out), citando “preocupações com a segurança”.