Ciência entra no debate eleitoral de Mato Grosso do Sul para 2026
Programas trazem propostas variadas para CT&I, educação, Pantanal e bioeconomia, com demandas por financiamento e continuidade

Ciência, tecnologia e inovação aparecem nos programas das candidaturas ao governo de Mato Grosso do Sul para 2026.
Isso inclui 117 propostas reunidas no caderno Vozes da Ciência, que ligam CT&I a desenvolvimento, soberania tecnológica, clima, biodiversidade, educação e saúde.
Elaine da Silva Ramos, secretária regional da SBPC-MS, pede políticas que transformem a capacidade científica do estado em desenvolvimento sustentável, melhoria das condições de vida e redução das desigualdades.
As propostas citam o fortalecimento da política estadual de CT&I e da Fundect, financiamento à pesquisa e bolsas, atração de centros de pesquisa, integração entre universidades e setor produtivo, apoio a startups e uso de inteligência artificial.
Na educação aparecem conectividade, robótica, programação, laboratórios, educação profissional, feiras científicas e iniciação científica.
Algumas candidaturas vinculam CT&I a desenvolvimento estadual e mencionam Fundect, UEMS, UFMS, UFGD e IFMS; outras focam tecnologia aplicada à educação, gestão pública, setor produtivo e qualificação profissional; há ainda programas mais sintéticos.
Temas estaduais como Pantanal, Cerrado, prevenção de incêndios, mudanças climáticas, biodiversidade, recursos hídricos, produção agropecuária sustentável, bioeconomia, transição energética e Rota Bioceânica demandam pesquisa e monitoramento.
A análise destaca lacunas: necessidade de financiamento público contínuo e previsível, pesquisa básica e aplicada, infraestrutura científica, bolsas, formação e retenção de pesquisadores e fortalecimento de instituições públicas.
Também aponta desafio de interiorização da ciência, acesso de escolas públicas à infraestrutura, inclusão de indígenas e comunidades do campo, e ampliação da participação de meninas, mulheres e grupos sub-representados.
117 propostas — reunidas no caderno Vozes da Ciência, articulam CT&I a desenvolvimento e sustentabilidade
"O desafio é avançar na construção de políticas capazes de transformar a capacidade científica existente em Mato Grosso do Sul", escreveu Elaine da Silva Ramos, da SBPC-MS.
É preciso discutir o financiamento público contínuo e previsível, o papel da Fundect e da UEMS, e a articulação do Estado com UFGD, UFMS, IFMS e Embrapa durante o processo eleitoral de 2026.