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Ciência precisa virar política permanente em Minas para as eleições de 2026

SBPC-MG pede financiamento estável à FAPEMIG, assento da entidade no conselho e integração entre universidades, indústria e governo

Redação POLITICA.SP26 de set. de 2026 · 05h330 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Ciência precisa virar política permanente em Minas para as eleições de 2026
Frank R. Paul, Art Director of Everyday Science and Mechanics, Gernsback Publications (Public domain) via Wikimedia Commons

A comunidade científica de Minas defende transformar ciência e inovação em política de Estado permanente antes das eleições de 2026.

Isso exigirá garantia de repasses estáveis à FAPEMIG, assento permanente da SBPC-MG no conselho curador e metas orçamentárias claras.

Pedro Luiz Teixeira de Camargo, secretário regional da SBPC em Minas Gerais e docente do IFMG, afirma que Minas abriga ampla rede de universidades, institutos federais, UEMG, UNIMONTES e centros de pesquisa, mas enfrenta desigualdades territoriais e dependência de atividades primário-exportadoras.

As candidaturas incluíram propostas sobre ensino em tempo integral, educação profissional, valorização docente, recuperação da aprendizagem e uso de tecnologia educacional, além de referências ao fortalecimento das universidades estaduais e da FAPEMIG.

Algumas plataformas defendem planejamento de longo prazo para ciência, estímulo a compras públicas para soluções locais, formação de polos regionais de inovação e ações em inteligência artificial, bioeconomia, transição energética, saúde e minerais críticos.

O texto Vozes da Ciência — O Brasil que Queremos, da SBPC, reúne 117 propostas que pedem ciência, tecnologia e inovação como pilares de desenvolvimento, soberania tecnológica, enfrentamento das mudanças climáticas e fortalecimento da educação e das universidades.

A exploração de minerais estratégicos e críticos é vista como oportunidade para pesquisa, beneficiamento e industrialização, condicionada à articulação entre política mineral, política industrial, universidades e fiscalização ambiental.

O debate ressalta diferenças regionais que exigem descentralização: Vale do Jequitinhonha, Norte de Minas, Zona da Mata, Vale do Rio Doce, Triângulo, Sul de Minas e regiões mineradoras precisam de investimentos e infraestrutura científica própria.

"Transformar a ciência em política permanente de Estado" é o desafio apontado pela SBPC-MG para que conhecimento enfrente problemas sociais, ambientais e econômicos.

As eleições de 2026 são a oportunidade para perguntar às candidaturas qual lugar reservam ao conhecimento na construção do futuro de Minas Gerais.